Segundo a AIE, um dos fatores que contribuem para a baixa adesão dos veículos elétricos é a inclusão de algumas taxas e impostos que são cobrados em vendas de automóveis comuns, movidos a combustíveis como álcool e gasolina. Na Holanda, por exemplo, onde os incentivos fiscais foram eliminados gradualmente, as vendas de automóveis elétricos caíram 50%; na Dinamarca, a mesma situação: o governo do país começou, aos poucos, a restabelecer impostos sobre o setor e encerrou alguns programas de compras encabeçados pelo governo. Resultado? A categoria sofreu uma queda de 68% nas vendas em 2016.

Um dos fatores que contribuem para a baixa adesão dos veículos elétricos é a inclusão de algumas taxas e impostos que são cobrados em vendas de automóveis comuns

“Um ambiente com uma política apoiada [por todos] permite o crescimento do mercado, tornando os veículos mais atraentes para os consumidores, reduzindo os riscos para os investidores e incentivando as fabricantes a desenvolver fluxos de negócios de carros elétricos em grande escala para começar a implementá-los”, disse a Agência.

A entidade também ressaltou que incentivos fiscais mais eficazes mostram ao consumidor benefícios (financeiros e ecológicos) de preferir um automóvel elétrico a um movido a combustível. No caso da Dinamarca, o governo local prometeu que vai anunciar novos incentivos neste ano, inclusive um desconto de imposto na compra de carros elétricos com base na capacidade da bateria.

O caminho é longo

Mesmo em crescimento, o mercado de veículos elétricos ainda está muito atrás do modelo convencional desse tipo de transporte. Eles representam 0,2% do total de carros circulando no globo.

É por esse motivo que governos inclusos no Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, assinado em 2015, estabeleceram uma meta: limitar o aquecimento global a menos de 2 graus Celsius. O grupo vê na adoção dos carros elétricos uma alternativa para chegar a esse objetivo. Segundo a AIE, isso só será possível se o mundo tiver pelo menos 600 milhões de veículos elétricos até 2040. Atualmente, os transportes movidos a combustíveis fósseis respondem por 14% das emissões globais de gases de efeito estufa.