quinta-feira ,14 dezembro 2017

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“Nunca liguei para camisinha”, diz idosa de 67 anos diagnosticada com HIV

“Fiquei desesperada. Nunca pensei em passar por isso”. Com essas palavras a costureira Maria, de 67 anos, definiu o choque de ser diagnosticada com HIV. “Quando eu pensei que estivesse chegando à fase mais tranquila da minha vida, descobri que deveria ter me prevenido mais. A gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Nunca liguei para camisinha”, acrescentou.

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O caso da costureira serve de alerta para o aumento no número de idosos infectados pelo vírus da Aids. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, entre 2007 e 2015, o número de pessoas com mais de 60 anos infectadas  subiu de 3,3 para 5,3 para cada 100 mil habitantes, o que representa um aumento de 60,6% em apenas oito anos, no Estado de São Paulo. Em todo o país, foi registrado um aumento de 29,4% no número de casos de HIV entre idosos de 2014 para 2015. Segundo o Ministério da Saúde, foram 771 novos casos em 2014, enquanto no ano seguinte foram 998 novos casos. Já em 2016, até junho, 437 novos casos foram informados ao órgão.

“Infelizmente, quando eu tomei consciência da importância (de usar camisinha) já era tarde, mas sempre falo para amigos e familiares para que eles se previnam. O arrependimento é muito grande depois”, diz a costureira, que é mãe de três filhos e divorciada há 35 anos. Assim que se divorciou, Maria tinha uma vida sexual normal e teve alguns parceiros, mas nunca quis saber quem poderia ter transmitido o vírus a ela.

“Não adianta culpar ninguém. Eu deveria ter me prevenido. Buscar culpados não aliviaria meu sofrimento. Mas hoje, graças aos medicamentos e ao diagnóstico precoce, consigo levar uma vida normal”, concluiu.

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