A trajetória real por trás do filme com Suzana Pires
O drama estrelado e roteirizado pela atriz nasceu das vivências da produtora Clélia Bessa durante a luta contra o câncer de mama.
O filme "Câncer com Ascendente em Virgem", estrelado e corroteirizado por Suzana Pires, traz para as telas uma narrativa sensível sobre superação que tem raízes em acontecimentos reais da vida de sua idealizadora. A produção dramática nasceu da experiência pessoal da produtora de cinema Clélia Bessa, diagnosticada com câncer de mama no ano de 2008, quando tinha 45 anos de idade.
Durante o período de tratamento da doença, Clélia enfrentava transformações em sua esfera pessoal e criava uma filha adolescente. Optando por não ocultar os desafios enfrentados naquela fase, ela passou a registrar suas reflexões e inquietações por meio de uma página na internet intitulada "Estou com Câncer, e Daí?". Os textos abordavam com franqueza temas como o medo, a autoestima, as relações cotidianas, a sexualidade e as mudanças provocadas pelo diagnóstico.
A iniciativa pioneira deu visibilidade a assuntos que eram pouco discutidos abertamente na época. Anos mais tarde, o material reunido no blog serviu de base para a publicação de um livro homônimo lançado pela Editora Cobogó. Foi justamente durante o processo de transposição dos relatos para o formato literário que a produtora identificou o potencial daquela trajetória para ser adaptada para o cinema.
Para comandar a direção do longa-metragem, Clélia Bessa buscou a diretora Rosane Svartman. No desenvolvimento do roteiro, Suzana Pires integrou a equipe ao lado de Martha Mendonça e Pedro Reinato, além de assumir o papel principal da obra. O processo criativo transformou as memórias reais em uma narrativa de ficção independente, preservando a essência da vivência original sem buscar uma reprodução documental exata.
Elementos centrais da experiência de Clélia foram mantidos na construção da personagem Clara, interpretada por Suzana Pires. Entre eles destacam-se o temor diante da morte e, de maneira especial, a forte proximidade com a filha adolescente. A própria produtora acompanhou o desenvolvimento das falas para garantir que a essência emocional fosse respeitada nas telas.
Outro aspecto marcante presente tanto nos relatos do blog quanto na atuação de Suzana Pires foi o uso do humor para lidar com as situações delicadas do tratamento. Segundo a atriz, essa característica ajudou a estruturar o equilíbrio entre o drama e a leveza que marca a identidade do filme. Outros elementos, contudo, foram moldados exclusivamente para a ficção para enriquecer a discussão sobre amizade, maternidade e a importância de aceitar apoio.
Para a idealizadora do projeto, a proposta central da obra nunca foi colocar a doença como o único foco da narrativa, mas sim expandir a discussão para abranger as relações familiares, o corpo, o trabalho e a sororidade. Dessa forma, a produção utiliza os recursos dramáticos para transformar uma experiência particular em uma reflexão ampla sobre como as adversidades modificam a vida de quem recebe o diagnóstico e daqueles que o cercam.
Fontes consultadas
- Câncer com Ascendente em Virgem é baseado em fatos reais? Conheça a história seriesemcena.com.br
- Resumo A Nobreza do Amor: capítulos de 20/10 a 31/10/2026 resumodasnovelas.ig.com.br
- Sereias da Vila and their first Libertadores sports.yahoo.com