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Advogado rebate Richarlison sobre ilha em Angra dos Reis e dá prazo

Willer Tomaz negou irregularidades na posse do imóvel e desafiou o atacante a apresentar documentos de compra.

Por 2 min de leitura

Advogado rebate Richarlison sobre ilha em Angra dos Reis e dá prazo
Advogado rebate Richarlison sobre ilha em Angra dos Reis e dá prazo

O advogado Willer Tomaz respondeu publicamente às acusações feitas pelo atacante Richarlison, do Tottenham, em relação a uma disputa judicial pela posse de uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Tomaz negou que tenha tomado o imóvel de forma irregular e deu um prazo de 72 horas para que o jogador apresente documentos que comprovem a compra da propriedade.

A manifestação do advogado ocorreu após a publicação de um vídeo em que o atleta acusava o senador Flávio Bolsonaro e o próprio Willer Tomaz de terem obtido a posse da ilha em um curto período, apesar de ele ter recusado propostas de aquisição. Na gravação divulgada no sábado, o jogador da seleção brasileira também solicitou que a Polícia Federal investigue o caso e mencionou um investimento de R$ 10 milhões no local.

Em resposta, Tomaz desafiou o atacante a apresentar, no prazo de 72 horas, uma escritura de compra e venda, um contrato válido ou um registro na Secretaria do Patrimônio da União em seu nome, além dos comprovantes de pagamento do valor citado. O advogado afirmou que, caso os documentos sejam exibidos, transferirá os direitos sobre a ilha ao atleta sem cobranças.

De acordo com Willer Tomaz, o nome de Richarlison nunca integrou diretamente o processo judicial, que teve início em 2022. Os réus da ação eram representados por uma empresa que contava com o jogador e com Renato Velasco como sócios. O advogado apontou que a empresa ligada ao atleta esgotou os recursos jurídicos, perdendo a disputa por unanimidade no Superior Tribunal de Justiça, e assinou uma renúncia ao processo em 2025.

O representante legal também contestou o valor citado pelo atacante. Enquanto Richarlison afirmou ter investido R$ 10 milhões na propriedade, Tomaz destacou que uma petição assinada por advogados da própria empresa do jogador indicava o pagamento de R$ 2,6 milhões. Além disso, o advogado ressaltou que adquiriu o imóvel de quem detinha a titularidade desde 1986 e que já arcou com mais de R$ 2 milhões em impostos, foro e dívidas em atraso.

O caso também passou por investigações conduzidas pela polícia e pelo Ministério Público, cujos procedimentos foram arquivados devido à ausência de indícios de crime. O senador Flávio Bolsonaro, citado nas acusações do atleta, negou envolvimento direto na compra, venda ou intermediação da negociação imobiliária.

Fontes consultadas

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