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Política

Agentes federais realizam operação na casa da deputada Ilhan Omar em Washington

Ação faz parte de uma investigação criminal sobre documentos de imigração e gerou forte reação política nos Estados Unidos.

Por 2 min de leitura

Agentes federais realizam operação na casa da deputada Ilhan Omar em Washington
Agentes federais realizam operação na casa da deputada Ilhan Omar em Washington

Agentes federais realizaram uma operação de busca e apreensão na residência da deputada estadunidense Ilhan Omar, localizada em Washington, D.C., nas primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. A ação foi conduzida pelo setor de Investigações de Segurança Interna, vinculado ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, com autorização judicial obtida pelo Departamento de Justiça no âmbito de uma investigação criminal em andamento.

Segundo fontes ligadas ao caso, a apuração federal concentra-se em questões relacionadas a documentos de imigração preenchidos pelo falecido pai da congressista quando ela ainda era criança. Nascida na Somália, Omar fugiu da guerra civil no país africano e viveu em um campo de refugiados no Quênia antes de migrar para os Estados Unidos com sua família na década de 1990.

Após a repercussão da medida, a parlamentar utilizou as redes sociais para se manifestar e afirmou estar bem, apesar de classificar a operação como um abuso de poder. A congressista declarou que a investigação é uma tentativa de silenciá-la e de instrumentalizar órgãos federais contra oponentes políticos, mencionando que tem sido alvo de ataques e campanhas de difamação há uma década.

Representantes do Departamento de Justiça confirmaram a execução do mandado judicial, mas não forneceram detalhes adicionais sobre o teor das acusações devido ao sigilo da investigação criminal. A imprensa internacional apontou que o mandado de busca inclui a apuração de possíveis crimes de imigração, falsas declarações e conspiração.

A operação gerou reações imediatas no cenário político norte-americano, especialmente entre lideranças do estado de Minnesota. Políticos democratas criticaram duramente a ação policial, apontando o momento da investigação — ocorrido semanas antes de eleições — como uma tentativa de interferência eleitoral e perseguição política promovida pelo governo do presidente Donald Trump.

Por outro lado, figuras ligadas ao Partido Republicano manifestaram apoio à investigação e cobraram transparência. O deputado federal Tom Emmer declarou publicamente que nenhuma pessoa está acima da lei, enquanto o candidato republicano John Nagel afirmou que os eleitores merecem respostas sobre pendências e inconsistências antigas no registro da parlamentar.

Organizações de direitos civis e de apoio à comunidade islâmica, como o Conselho de Relações Americano-Islâmicas, também condenaram a operação policial, classificando-a como um ato de perseguição motivado por preconceito e intolerância. Enquanto o inquérito federal segue em andamento, a defesa e os apoiadores da deputada prometem continuar mobilizados.

Fontes consultadas

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