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Saúde

Alimentos ricos em magnésio ganham espaço em debates de saúde

Especialistas alertam sobre o papel do mineral na dieta e desaconselham o uso de suplementos sem prescrição médica.

Por 2 min de leitura

Alimentos ricos em magnésio ganham espaço em debates de saúde
Alimentos ricos em magnésio ganham espaço em debates de saúde

O papel dos alimentos ricos em magnésio na saúde tem gerado debates recentes em portais informativos, abordando desde o funcionamento intestinal e prevenção de enxaquecas até alertas de órgãos de vigilância sanitária sobre o consumo de suplementos.

Na regulação do trânsito intestinal, fontes como o mamão, sementes de abóbora, leguminosas e vegetais folhosos fornecem fibras e minerais essenciais. Especialistas reforçam que o aumento na ingestão de fibras deve vir acompanhado de hidratação adequada para garantir a eficácia na digestão e evitar desconfortos.

Outro ponto de destaque envolve o consumo de sementes de abóbora, reconhecidas por conterem altas concentrações de magnésio. Embora o nutriente participe do controle da excitabilidade dos neurônios e vasos sanguíneos, a neurologista Raquel Gil-Gouveia esclarece que não existem testes diretos comprovando que as sementes previnam enxaquecas de forma isolada, embora o mineral em doses de suplementação seja apontado como eficaz.

O cenário em torno do magnésio e de outras substâncias também motivou manifestações oficiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O órgão publicou um alerta direcionado a vídeos nas redes sociais que incentivam o uso de suplementos, como o próprio magnésio, berberina e mio inositol, para o tratamento da resistência à insulina.

De acordo com Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, os suplementos alimentares possuem a finalidade exclusiva de complementar a dieta de indivíduos saudáveis ou suprir deficiências comprovadas. A agência ressalta que tais produtos não são medicamentos e não devem substituir terapias médicas ou tratamentos para condições de saúde.

A resistência à insulina é caracterizada pela resposta ineficiente das células à ação do hormônio pancreático, sendo uma condição associada a fatores genéticos, excesso de gordura corporal e distúrbios como a síndrome do ovário policístico. O tratamento adequado exige acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

Especialistas reiteram que, embora uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes seja benéfica para o organismo, qualquer intervenção voltada para o tratamento de doenças deve ser avaliada individualmente por profissionais de saúde habilitados.

Fontes consultadas

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