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Aline Barros e marido são alvos de ação judicial de R$ 398 mil

Cantora gospel e Gilmar Santos respondem a pedido de desconsideração da personalidade jurídica em São Paulo.

Por 3 min de leitura

Aline Barros e marido são alvos de ação judicial de R$ 398 mil
Aline Barros e marido são alvos de ação judicial de R$ 398 mil

A cantora gospel Aline Barros e seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar Santos, foram citados em uma disputa judicial na Justiça de São Paulo que envolve um valor de R$ 398 mil e acusações de suposta ocultação de patrimônio. O pedido foi apresentado em maio de 2026 pela empresa Fanplay Technology Produções e Eventos Ltda., que tenta responsabilizar o casal e outras pessoas jurídicas por uma dívida de uma antiga produtora da qual ambos eram sócios.

A origem do litígio remonta ao ano de 2019, quando a Fanplay e o Grupo Gênesis de Produções e Eventos Itinerantes Ltda. firmaram uma parceria comercial para a realização de eventos. Na ocasião, a Fanplay antecipou R$ 120 mil para financiar a produção, mas a arrecadação não cobriu os custos e uma segunda etapa prevista acabou não ocorrendo. Sem reaver o investimento, a empresa credora acionou a Justiça em 2020.

A Justiça condenou a produtora a devolver R$ 125 mil, além de juros, correção monetária e despesas processuais. A condenação tornou-se definitiva, porém a credora não conseguiu quitar o débito por meio do Grupo Gênesis, cuja extinção foi registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro em maio de 2025, com encerramento de atividades apontado para 2023.

Diante disso, a Fanplay passou a questionar a movimentação financeira e a estrutura empresarial ligada à carreira da artista. Em maio de 2026, a empresa protocolou um incidente de desconsideração da personalidade jurídica no valor de R$ 398.506,90. A ação inclui, além de Aline Barros e Gilmar Santos, o empresário Ivanildo Medeiros Nunes e três empresas: Aline Barros Produções Artísticas Ltda., Criative Music Ltda. e Criative Agenciamento Ltda.

A credora argumenta a existência de indícios de confusão patrimonial e sucessão empresarial irregular, destacando um contrato de representação artística exclusivo firmado entre a cantora e a Criative Music em janeiro de 2023. Segundo os documentos apresentados, a empresa assumiria a representação comercial com repasse de 90% dos valores à artista, o que, para a Fanplay, demonstraria o direcionamento de receitas enquanto a dívida principal permanecia aberta.

Para tentar assegurar o pagamento, a empresa autora solicitou o bloqueio cautelar de contas bancárias e de créditos artísticos, incluindo retenções de contratos com prefeituras. No entanto, os pedidos de urgência foram negados pelo juiz André Frederico de Sena Horta, da 1ª Vara Cível de Barueri, em julho de 2026, e posteriormente pelo desembargador Elói Estevão Troly, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em agosto. Os magistrados entenderam que, na fase inicial, faltavam elementos suficientes para justificar as restrições patrimoniais.

A assessoria de imprensa de Aline Barros negou veementemente qualquer acusação de fraude patrimonial. Em nota, a equipe jurídica da cantora esclareceu que a controvérsia decorre exclusivamente de divergências contratuais entre empresas associadas a uma parceria comercial para um evento virtual, reforçando que os envolvidos participam regularmente do processo e aguardarão a decisão definitiva da Justiça.

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