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Arábia Saudita acusa Irã e EUA avaliam uso de bomba gigante

Tensões no Oriente Médio escalam com acusações de apoio a rebeldes no Iêmen e planos militares norte-americanos envolvendo armamento de grande porte.

Por 2 min de leitura

Arábia Saudita acusa Irã e EUA avaliam uso de bomba gigante
Arábia Saudita acusa Irã e EUA avaliam uso de bomba gigante

As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboraram novos planos de ataque contra o Irã que incluem o possível uso da bomba GBU-43/B, conhecida como a "mãe de todas as bombas", enquanto a Arábia Saudita acusou Teerã nesta quinta-feira de incentivar ofensivas rebeldes no Iêmen.

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa norte-americanos com base em relatos de autoridades, a utilização da arma não nuclear de 9,8 toneladas representaria uma escalada significativa nas operações. No entanto, persistem dúvidas no governo dos Estados Unidos sobre a eficácia do armamento para atingir objetivos estratégicos profundos, como instalações protegidas em rocha sólida.

O presidente Donald Trump enfrenta forte pressão interna e busca opções para um desfecho na região antes das eleições de meio de mandato. Autoridades militares apontam que os pacotes de ataque preparam alvos no setor energético, enquanto Teerã tem reforçado a segurança em torno de suas instalações sensíveis.

Paralelamente, o governo da Arábia Saudita acusou formalmente o Irã de intensificar a escalada dos ataques realizados pelos rebeldes houthis contra as tropas do governo iemenita. O vice-ministro saudita Rayed Krimly afirmou que Teerã continua fornecendo armamento, treinamento e apoio estratégico aos insurgentes, violando resoluções internacionais.

A Arábia Saudita também tem sido alvo direto das ofensivas recentes, incluindo um bombardeio contra o aeroporto internacional de Riade. Os ataques recentes na região têm provocado preocupações adicionais sobre o impacto no fornecimento global de petróleo e na estabilidade dos mercados internacionais de energia.

A rivalidade entre Arábia Saudita e Irã molda há anos a geopolítica do Oriente Médio, refletindo disputas religiosas e políticas por meio do apoio a lados opostos em conflitos regionais. Enquanto Riade lidera uma coalizão em apoio ao governo do Iêmen, Teerã mantém laços estreitos com os rebeldes houthis.

Apesar das hostilidades, autoridades sauditas indicaram que canais diplomáticos esparsos foram mantidos, embora o governo iraniano tenha recusado propostas recentes de reuniões em Omã. Em Washington, a Casa Branca evitou comentar planos militares específicos, reiterando que todas as opções permanecem abertas para conter o programa nuclear iraniano.

Fontes consultadas

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