Pular para o conteúdo
Entretenimento

Artista maranhense leva cultura popular a Lisboa em exposição internacional

A mostra 'Folia de Máscaras' estreia em novembro na capital portuguesa e exibe 16 obras inéditas criadas com aquarela e ecoline.

Por 3 min de leitura

Artista maranhense leva cultura popular a Lisboa em exposição internacional
Artista maranhense leva cultura popular a Lisboa em exposição internacional

As cores, as máscaras e a riqueza das manifestações populares do Maranhão vão atravessar o oceano Atlântico para ocupar a Galeria Verso, em Lisboa, capital de Portugal. No dia 3 de novembro, o artista maranhense José Jorge Soares inaugura a exposição 'Folia de Máscaras', que marca sua quarta mostra individual e a primeira realização de sua carreira fora do Brasil. O público poderá visitar a exposição no período de 17 de novembro a 1º de dezembro.

Composta por 16 telas inéditas, a coleção é fruto de mais de um ano de trabalho dedicado pelo artista. O eixo central das obras gira em torno de duas figuras icônicas da cultura popular do estado: o Fofão, personagem tradicional e enigmático do Carnaval de São Luís, e o Cazumbá, figura marcante do Bumba Meu Boi conhecida por suas máscaras expressivas e forte presença cênica.

Ao unir os dois personagens em uma narrativa visual comum, o autor propõe um diálogo entre diferentes expressões culturais maranhenses. As máscaras atuam como elemento conector entre o universo carnavalesco e a força simbólica do Bumba Meu Boi, construindo uma reflexão sobre identidade, memória e pertencimento.

Para materializar a atmosfera festiva nas telas, José Jorge emprega uma técnica que mescla aquarela e ecoline. Enquanto a aquarela proporciona camadas delicadas, transparências e efeitos luminosos pela diluição dos pigmentos em água, a ecoline, uma tinta líquida de cores vibrantes, intensifica a força cromática das composições e gera contrastes dinâmicos.

A trajetória artística do autor começou cedo, aos 12 anos, quando estudava no Colégio Pinheirense, na cidade de Pinheiro, no interior do Maranhão. Influenciado por professores italianos, ele teve seus primeiros contatos profundos com o desenho e as cores, paixão que manteve ao longo da vida e que se estende ao apoio a iniciativas de preservação das tradições maranhenses.

A escolha de Lisboa para a primeira incursão internacional da carreira carrega um forte simbolismo histórico, considerando que São Luís foi fundada por franceses no século XVII e possui forte herança portuguesa em sua arquitetura colonial e nos azulejos do Centro Histórico. Desta maneira, a cultura maranhense retorna à Europa em formato de arte contemporânea.

A realização do projeto é da Oito Projetos, com direção executiva de Cássia Melo. A curadoria e a produção executiva na capital portuguesa são assinadas pelas artistas plásticas Helô Plantier e Carolina Antony, com a presença confirmada do ator Marcelo Antony na abertura. O evento conta com patrocínio do Governo do Estado, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e do Centro Elétrico, além de diversos apoios institucionais e empresariais.

Fontes consultadas

Leia também