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Saúde

Bioengenheiros desenvolvem chip subcutâneo para controle da diabetes tipo 2

Dispositivo utiliza eletrocatálise para regular a glicose e pode eliminar a necessidade de injeções diárias de insulina.

Por 2 min de leitura

Bioengenheiros desenvolvem chip subcutâneo para controle da diabetes tipo 2
Bioengenheiros desenvolvem chip subcutâneo para controle da diabetes tipo 2

Uma equipe de pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zurique), na Suíça, anunciou o desenvolvimento de um dispositivo inovador capaz de auxiliar no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade. O projeto, detalhado na revista científica Science, apresenta um chip eletrônico subcutâneo projetado para monitorar e regular os níveis de açúcar no sangue de forma automatizada, buscando substituir a rotina de injeções diárias de insulina e o monitoramento constante da glicemia.

O funcionamento do dispositivo, batizado de ECHO, baseia-se no princípio da eletrocatálise. O implante miniaturizado utiliza um catalisador composto por ouro e platina que, sob uma baixa voltagem de 0,75 volts, promove uma reação química capaz de transformar a glicose circulante em gluconato. Esse composto resultante é considerado inofensivo ao organismo, sendo absorvido e eliminado naturalmente pelos rins.

Segundo os responsáveis pelo estudo, o sistema opera de maneira inteligente e sem a necessidade de intervenção direta do paciente. O chip mantém uma conexão sem fio com um monitor contínuo de glicose via aplicativo móvel, sendo ativado apenas quando os níveis de açúcar no sangue ultrapassam o limite de segurança previamente estabelecido no sistema.

Os resultados obtidos durante a fase de testes em modelos animais foram considerados promissores pelos cientistas. Durante um período de observação de seis meses, o dispositivo conseguiu restabelecer os níveis normais de glicemia em menos de uma hora após a ativação. Além disso, os pesquisadores observaram que a tecnologia auxilia na queima gradual de gordura corporal, contribuindo para a redução de peso e dos níveis de triglicerídeos, sem causar episódios de hipoglicemia.

Entre as principais vantagens apontadas pelos desenvolvedores está a eliminação da dependência de medicamentos orais e injeções de insulina, o que simplifica significativamente a rotina médica dos pacientes. A ação dual do implante, que atua tanto na regulação dos picos glicêmicos quanto no controle metabólico do peso, representa um avanço importante em comparação aos métodos terapêuticos convencionais atualmente disponíveis no mercado.

Apesar do sucesso nas etapas iniciais, o projeto ainda se encontra em fase de desenvolvimento. A equipe da ETH Zurique planeja realizar novos ensaios pré-clínicos antes de avançar para as avaliações em seres humanos. A viabilidade de comercialização do dispositivo dependerá dos resultados obtidos nessas próximas etapas de testes, que devem ocorrer nos próximos anos para garantir a segurança e eficácia do método antes de sua implementação clínica em larga escala.

Fontes consultadas

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