Brasil não é hostil para empreender, avalia fundador do Waze
Para o empresário israelense Uri Levine, a complexidade do mercado nacional reduz a concorrência e cria oportunidades lucrativas para novas empresas.
O ecossistema de negócios no Brasil não pode ser considerado hostil aos empreendedores, embora apresente um grau considerável de complexidade. A avaliação foi feita por Uri Levine, um dos fundadores do Waze e investidor de empresas como o Moovit, durante declarações sobre o potencial do mercado brasileiro e os desafios enfrentados por quem decide abrir um novo negócio no país.
Segundo o empresário israelense, a complexidade inerente ao ambiente corporativo brasileiro acaba por inibir a concorrência externa, fazendo com que companhias estrangeiras pensem duas vezes antes de iniciar operações locais. Para ele, essa barreira natural funciona como uma vantagem estratégica para os fundadores que já conhecem a dinâmica do país, gerando um cenário altamente favorável e lucrativo.
Levine destacou que vender produtos e serviços é uma tarefa desafiiosa em qualquer lugar do mundo, descartando a ideia de que os ciclos de negociação seriam obrigatoriamente mais longos no Brasil. O investidor também enfatizou que agregar valor a ideias já existentes costuma ser mais eficiente do que tentar criar inovações radicais do zero, ressaltando que a grande maioria dos consumidores busca soluções que funcionem bem e resolvam seus problemas cotidianos.
Com passagens frequentes pelo Brasil para ministrar palestras e promover seus livros, o fundador do Waze demonstra forte identificação com o público local. A edição brasileira de sua primeira obra de gestão ultrapassou as vendas do original em inglês, impulsionando o lançamento de novos projetos voltados exclusivamente para a capacitação de empreendedores na região.
Enquanto especialistas discutem os rumos macroeconômicos e fiscais do país, o ambiente corporativo interno avança na adoção de novas tecnologias. Levantamentos recentes sobre o uso de inteligência artificial mostram que a grande maioria das empresas não financeiras no território nacional já emprega ferramentas tecnológicas em suas rotinas internas, embora a integração estratégica nos processos centrais ainda seja um desafio para grande parte das organizações.
No âmbito estadual, o dinamismo econômico também se reflete em dados de formalização e atração de capital externo. Em Goiás, por exemplo, dezenas de novas empresas com participação de sócios estrangeiros de diversos países foram abertas recentemente, acompanhando a criação de milhares de negócios formais e microempreendedores individuais em múltiplos setores produtivos.
Para o especialista internacional, a intensa interação social e o forte uso de plataformas digitais de comunicação no Brasil facilitam o diálogo entre os consumidores, criando um mercado dinâmico onde empresas que entregam valor real conseguem prosperar com solidez e consistência.
Fontes consultadas
- Brasil não é hostil para empreender nem é o país mais complexo, diz fundador do Waze c-level.folha.uol.com.br
- Firmus mostra que 96% das empresas não financeiras usam IA nos processos internos, diz BC valor.globo.com
- IA Chega a 80% das Empresas Brasileiras, mas Só 7% Usa no Centro do Negócio forbes.com.br
- O Brasil do próximo governo: os desafios apontados pelos economistas estadao.com.br
- Goiás abre mais de 16,5 mil empresas em apenas um mês e atrai empresários de 15 países g5news.com.br