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Política

Câmara de Teresina adia reajustes para incluir mais servidores em projeto

Propostas que tramitavam no Legislativo municipal serão devolvidas à Prefeitura para estudo de impacto financeiro unificado.

Por 2 min de leitura

Câmara de Teresina adia reajustes para incluir mais servidores em projeto
Câmara de Teresina adia reajustes para incluir mais servidores em projeto

A pressão exercida por servidores públicos municipais que ficaram de fora de propostas iniciais levou a Câmara de Teresina a interromper a análise de dois projetos de reajuste salarial e a abrir novas negociações com o Poder Executivo. O objetivo atual é unificar as demandas das diferentes categorias em um único texto, fundamentado pelo princípio da isonomia.

Atualmente, tramitavam na Casa os Projetos de Lei Complementar número 180 e 181 de 2026, enviados pela gestão municipal com foco na reestruturação de carreiras específicas. A tramitação já enfrentava questionamentos na Comissão de Constituição e Justiça, onde técnicos solicitaram documentação complementar antes da votação.

O líder do prefeito na Câmara, vereador Bruno Vilarinho, explicou que a votação prevista foi suspensa para viabilizar o diálogo com a Prefeitura. A intenção é devolver as propostas ao Executivo para que seja realizado um novo estudo de impacto financeiro abrangendo os servidores de nível superior de diversas secretarias.

A mudança de rumo ocorreu após profissionais de várias áreas da administração municipal cobrarem tratamento equiparado ao previsto nos textos originais. Entre as categorias que buscaram os parlamentares e o prefeito estão trabalhadores vinculados à Fundação Municipal de Saúde, à Secretaria Municipal de Educação e à Prodater.

Segundo o parlamentar, a busca por uma solução conjunta visa evitar que os reajustes fiquem restritos a poucas carreiras, permitindo avaliar de maneira igualitária a situação de servidores de diferentes órgãos públicos. O entendimento está sendo alinhado em conjunto com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça.

Apesar da expectativa de que um acordo sobre os próximos passos seja alcançado em breve entre o Legislativo e o Executivo, os bastidores indicam que a nova proposta reformulada poderá ser encaminhada à Câmara apenas no ano de 2027.

Até que a Prefeitura apresente um texto definitivo que incorpore as novas categorias e recalcule o impacto na folha de pagamento, os projetos atuais permanecem sem avançar para votação na Casa legislativa.

Fontes consultadas

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