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Política

Candidatos à Presidência buscam apoios de governadores eleitos para o segundo turno

Na reta final da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva intensificam articulações políticas com líderes estaduais.

Por 3 min de leitura

Candidatos à Presidência buscam apoios de governadores eleitos para o segundo turno
Candidatos à Presidência buscam apoios de governadores eleitos para o segundo turno

A corrida para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 intensificou a movimentação dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca de apoios estratégicos entre os governadores já eleitos no primeiro turno e os concorrentes que disputam a etapa decisiva nos estados. A doze dias da votação definitiva, marcada para o dia 25 de outubro, as alianças estaduais passam a ocupar o centro das atenções das campanhas.

No balanço das adesões entre os 21 governadores eleitos no dia 4 de outubro, Flávio Bolsonaro acumulou o apoio de doze chefes de Executivo estadual, sendo metade deles filiados ao Partido Liberal (PL). O candidato bolsonarista assegurou o respaldo dos vencedores nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, com Tarcísio de Freitas (Republicanos); Minas Gerais, com Cleitinho Azevedo (Republicanos); e Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (PL). Outras figuras eleitas, como Sergio Moro (PL-PR) e Jorginho Mello (PL-SC), também declararam voto no senador.

Por sua vez, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva conta com o apoio formal de cinco governadores eleitos no primeiro turno, todos concentrados na Região Nordeste, onde o petista obteve votação expressiva na etapa inicial. Desse grupo, três pertencem ao Partido dos Trabalhadores (PT): Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí), além de aliados como Lucas Ribeiro (PP-PB) e Fábio Mitidieri (PSD-SE). Outros quatro governadores optaram por manter neutralidade neste momento.

O cenário também se estende aos estados onde a decisão para o governo estadual ficou para o segundo turno, marcado para o final de outubro. Flávio Bolsonaro conquistou o apoio de sete dos doze candidatos que concorrem a essas vagas executivas, com presenças em disputas como no Acre, Distrito Federal e Tocantins. Já a campanha de Lula oficializou o respaldo de três postulantes aos governos estaduais no segundo turno, incluindo nomes no Amazonas, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

O resultado do primeiro turno revelou dinâmicas regionais expressivas no confronto presidencial. A liderança de Flávio Bolsonaro na primeira etapa foi impulsionada pelo avanço nas regiões Sul e Sudeste, onde o candidato abriu uma vantagem expressiva de 10,7 milhões de votos sobre o adversário, além de registrar crescimento no Nordeste e vitórias no Centro-Oeste e no Norte. Em comício realizado em Natal, o candidato do senador celebrou a receptividade dos eleitores nordestinos.

Em contrapartida, as perdas de votos registradas por Lula concentraram-se majoritariamente no Sudeste, especialmente em estados como São Paulo e Minas Gerais, e na Região Sul. Mesmo mantendo a maioria dos votos válidos no Nordeste, o petista enfrentou retração em algumas praças estratégicas e busca consolidar as bases regionais remanescentes para reverter o quadro desfavorável na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.

Fontes consultadas

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