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Política

Candidatos à Presidência realizam últimos atos de campanha

Disputa presidencial se concentra na reta final com foco nos estados da região Sudeste.

Por 2 min de leitura

Candidatos à Presidência realizam últimos atos de campanha
Candidatos à Presidência realizam últimos atos de campanha

Na reta decisiva da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro realizaram seus últimos atos de rua da campanha. A disputa pelo voto concentrou-se nos estados do Sudeste, região estratégica e reduto onde Flávio terminou o primeiro turno à frente. A movimentação ocorreu na véspera do segundo turno, marcado para o domingo.

Lula iniciou o dia no Rio de Janeiro, comandando uma caminhada em Copacabana pela manhã. Em seguida, o presidente embarcou para São Paulo para o encerramento oficial de sua campanha na Avenida Paulista. Por sua vez, Flávio Bolsonaro começou a agenda em Minas Gerais, participando do evento "Bloco do 22" em Belo Horizonte, antes de retornar ao Rio de Janeiro para o ato final na Barra da Tijuca.

A concentração de esforços na região não ocorreu por acaso. Juntos, São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e o Rio de Janeiro representam quase 30% de todo o eleitorado brasileiro. Somando a esses números o estado de Minas Gerais, o segundo maior do país, o Sudeste define grande parte do panorama nacional.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro levou vantagem em todos esses três estados-chave. Enquanto o senador buscou consolidar sua dianteira, a campanha de Lula apostou em atos de peso nas grandes capitais para tentar reverter o cenário e reduzir a vantagem do adversário na região.

Os candidatos também protagonizaram um debate na Rede Globo na sexta-feira, abordando temas econômicos como endividamento, custo de vida e perda de poder de compra. Flávio criticou a política econômica atual e prometeu o chamado "Banco da Prosperidade" via Caixa para financiar pequenos negócios nas periferias. Por sua vez, Lula defendeu o programa Desenrola e a proibição das apostas de quota fixa, conhecida como bets, anunciada em setembro para proteger o orçamento das famílias.

Durante o confronto televisivo, o tema patrimonial também gerou embate. Flávio Bolsonaro questionou a declaração de bens do adversário, fazendo menção a imóveis e criticando a ausência de registros diretos. Em resposta, Lula afirmou que toda a documentação foi devidamente entregue ao Tribunal Eleitoral e cobrou a apresentação de documentos do oponente e de seus sócios.

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