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Charles Oliveira defende estilo de luta e projeta futuro no UFC

Campeão do BMF rebate críticas sobre suas apresentações e mira nova chance pelo cinturão peso-leve.

Por 3 min de leitura

Charles Oliveira defende estilo de luta e projeta futuro no UFC
Charles Oliveira defende estilo de luta e projeta futuro no UFC

O lutador brasileiro Charles "Do Bronx" Oliveira garantiu que não mudará sua abordagem no octógono, mesmo após receber críticas de parte do público e de torcedores sobre o seu estilo estratégico no MMA. Dono de diversos recordes na organização, como o maior número de finalizações e bônus pós-luta, o brasileiro se prepara para defender o seu cinturão BMF (Baddest Motherf*cker) contra o compatriota Diego Lopes no evento principal do UFC 335, marcado para o dia 12 de dezembro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas.

As contestações ao estilo do ex-campeão peso-leve surgiram após sua vitória por decisão sobre Max Holloway em março, duelo em que utilizou amplamente a luta agarrada para dominar o adversário. Críticos nas redes sociais apontaram o confronto como monótono e argumentaram que o título BMF deveria premiar trocas francas de golpes em pé.

Em entrevista recente, Charles Oliveira reagiu com ironia aos comentários negativos e afirmou que seu objetivo principal é vencer e fazer história, e não apenas entreter o público de forma inconsequente. "Se eu for lá e trocar golpes e for nocauteado, sou burro porque podia ter usado o jiu-jitsu. Se eu for lá e usar o jiu-jitsu, então é chato", declarou o brasileiro, acrescentando que não pretende adotar uma postura suicida contra Diego Lopes para agradar aos críticos.

Segundo Do Bronx, sua atuação dominante contra Holloway não teve precedentes na categoria. O brasileiro ressaltou que controlou o combate tanto na trocação quanto no solo, obtendo cem por cento de aproveitamento em suas tentativas de queda. Para ele, caso o cinturão BMF exija apenas uma pancadaria desordenada sem estratégia, o prêmio perde o seu sentido original para um atleta completo de artes marciais mistas.

Olhando para o futuro da divisão até 70 kg, Charles Oliveira também comentou sobre a corrida rumo a uma nova disputa pelo cinturão linear da categoria, que atualmente pertence a Justin Gaethje. O lutador acredita que uma vitória sobre Diego Lopes consolidará uma sequência de três triunfos consecutivos e o colocará diretamente na linha de sucessão pelo título.

Além do aspecto esportivo, o brasileiro destacou o seu apelo comercial perante a organização e os fãs. Do Bronx afirmou que seu poder de venda de bilheteria e pay-per-view é superior ao de outros concorrentes da divisão, como Arman Tsarukyan, o que poderia colocá-lo à frente na disputa pela coroa, independentemente de eventuais planos de aposentadoria de Justin Gaethje.

Do outro lado do octógono em dezembro, Diego Lopes se prepara para fazer sua estreia na divisão dos pesos-leves após uma trajetória de destaque na categoria de baixo. Para atletas da divisão e analistas, a mudança de categoria pode trazer benefícios físicos ao lutador, que vinha sofrendo com cortes drásticos de peso para competir entre os penas, embora o desafio diante de Charles Oliveira exija planejamento estratégico rigoroso.

Fontes consultadas

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