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Coreia do Sul condena capitão gay por relação com soldado

Legislação militar sul-coreana proíbe atos homossexuais entre militares e prevê penas severas para os envolvidos.

Por 2 min de leitura

Coreia do Sul condena capitão gay por relação com soldado
Coreia do Sul condena capitão gay por relação com soldado

Um capitão do exército da Coreia do Sul foi condenado por uma corte militar após manter uma relação amorosa com um soldado. O caso, cuja pena foi selada em 2017, resultou na exoneração com desonra do oficial, cujo nome não foi divulgado publicamente.

Enquanto a homossexualidade não é considerada crime entre civis no país asiático, a Lei Criminal Militar estabelece proibições expressas contra relações entre pessoas do mesmo sexo. O texto normativo determina que militares envolvidos em práticas de sodomia ou outras condutas consideradas vergonhosas podem enfrentar penas de prisão de até dois anos.

Logo após a leitura do veredito pelo tribunal militar, o capitão sofreu um desmaio e precisou ser encaminhado para um hospital. A decisão judicial gerou forte reação de grupos ativistas da sociedade civil, que criticaram duramente a punição aplicada ao militar.

Na época do julgamento, organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram indignação com a sentença. Representantes de movimentos sociais argumentaram que nenhum cidadão deveria ser processado criminalmente apenas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero, enfatizando que o desempenho profissional e o serviço prestado deveriam ser os únicos critérios relevantes.

O rigor da legislação militar sul-coreana afeta diferentes esferas da sociedade e frequentemente ganha repercussão internacional, gerando debates sobre a adequação das normas vigentes em relação aos direitos individuais e à liberdade de expressão e orientação sexual no país.

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