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Economia

Cotações do dólar variam na América Latina e no mundo nesta quarta-feira

O mercado cambial registra movimentações na Argentina, no México e no Chile, enquanto o Bank of America projeta cenário favorável para o sol peruano.

Por 3 min de leitura

Cotações do dólar variam na América Latina e no mundo nesta quarta-feira
Cotações do dólar variam na América Latina e no mundo nesta quarta-feira

O mercado cambial internacional registra diferentes tendências para as moedas estrangeiras nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, com variações significativas impulsionadas por fatores globais e locais na América Latina. Na Argentina, o dólar oficial abriu cotado a 1.490 pesos para a compra e 1.540 pesos para a venda, mantendo o parâmetro regulado pelo Banco Central do país.

Ainda no cenário argentino, o dólar blue operava a 1.530 pesos para a compra e 1.550 pesos para a venda, mantendo uma brecha contida de aproximadamente 1% em relação ao segmento oficial. Outras modalidades cambiais no país vizinho apresentaram variações, como o dólar MEP cotado a 1.544,40 pesos na venda e o contado com liquidating alcançando 1.610,80 pesos, enquanto o dólar tarjeta registrou o patamar mais elevado, atingindo 2.002 pesos para vendas no exterior.

No México, o dólar americano iniciou as primeiras horas do dia cotado em uma média de 18,03 pesos por unidade nas instituições bancárias, variando entre 17,6381 pesos na compra e 18,2369 pesos na venda. O Banco de México estabeleceu o tipo de cambio FIX em 17,9670 pesos por dólar, após o fechamento da jornada anterior registrado em 17,9725 pesos por dólar, mantendo relativa estabilidade da moeda mexicana.

No Chile, a moeda norte-americana retomou sua trajetória de alta após registrar perdas no início da semana. O governo do presidente José Antonio Kast havia anunciado uma venda de dólares com o objetivo de conter a cotação, provocando a maior queda da divisa em mais de um ano, mas o mercado ainda aguarda a efetivação dessa oferta de ativos.

Analistas de mercado apontam que a alta do dólar no Chile e no cenário global é influenciada por fatores externos, como a valorização do índice dólar impulsionada pelo rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela incerteza geopolítica gerada por conflitos no Oriente Medio e tensões comerciais. Adicionalmente, a debilidade do euro frente a pressões fiscais na Europa contribuiu para o fortalecimento global da divisa americana.

Em paralelo, o Bank of America divulgou novas projeções para o mercado peruano, avaliando que o sol poderá entrar em um ciclo de forte apreciação em relação ao dólar, podendo alcançar o patamar de 3,20 soles por dólar até o final do ano. A instituição financeira fundamenta sua estimativa nos altos patamares dos preços internacionais dos metais, especialmente o cobre e o ouro, impulsionados pela demanda contínua ligada aos investimentos em inteligência artificial.

Apesar dos riscos macroeconômicos globais, como o encarecimento do petróleo, o aumento das taxas de juros em economias desenvolvidas e as previsões do impacto do fenômeno El Niño sobre a inflação local, o banco de investimento mantém uma perspectiva construtiva para a economia do Peru, recomendando aos investidores a compra de soles em detrimento da moeda norte-americana.

Fontes consultadas

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