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DC aposta no filme de terror Cara-de-Barro para o seu universo cinematográfico

Com estreia marcada para outubro de 2026, longa dirigido por James Watkins busca diversificar as produções do estúdio antes da chegada de novos projetos de heróis.

Por 3 min de leitura

DC aposta no filme de terror Cara-de-Barro para o seu universo cinematográfico
DC aposta no filme de terror Cara-de-Barro para o seu universo cinematográfico

A DC Studios definiu para o próximo dia 22 de outubro de 2026 a estreia nos cinemas brasileiros do filme Cara-de-Barro, uma produção de terror corporal que integra o Capítulo 1 do universo compartilhado comandado por James Gunn e Peter Safran. O longa tem a missão de manter o interesse do público na franquia na reta final de 2026, posicionando-se estrategicamente no calendário antes do lançamento de Man of Tomorrow, continuação de Superman prevista para 2027.

A trama acompanha Matt Hagen, um ator em ascensão que tem a carreira e a aparência destruídas após ser brutalmente desfigurado por criminosos. Em uma tentativa desesperada de recuperar o rosto, ele se submete a um procedimento que resulta em transformações físicas drásticas, tornando-se a criatura conhecida dos quadrinhos do Batman. O papel principal é interpretado por Tom Rhys Harries, com um elenco que também conta com Naomi Ackie, Aaron Paul e Max Minghella.

O roteiro do filme foi originalmente escrito por Mike Flanagan, enquanto a direção ficou sob a responsabilidade de James Watkins. Segundo o cineasta, o projeto funcionará para o público devido à forte identificação com a trajetória de Hagen, um homem trabalhador que vê tudo o que construiu ser tomado de forma violenta. Watkins destacou que a complexidade na caracterização do personagem foi o principal atrativo para aceitar o convite de comandar a obra.

Orçado em US$ 40 milhões, o projeto apresenta uma abordagem sombria e independente dos tradicionais filmes de super-heróis, servindo também para introduzir a Gotham City dentro da nova continuidade do DCU. A narrativa se passa antes dos acontecimentos de Superman e de Comando das Criaturas, operando sem conexões diretas imediatas que obriguem o espectador a acompanhar toda a cronologia do estúdio.

A escolha de lançar um filme de terror focado em um vilão menos conhecido gerou debates e questionamentos entre os fãs nas redes sociais. Em resposta às críticas sobre a relevância da produção, James Gunn defendeu a importância de investir em tramas originais e argumentou que a indústria cinematográfica não deve depender exclusivamente de marcas consolidadas.

Enquanto a DC aposta em uma narrativa de tom intimista e orçamento moderado, a concorrente Marvel prepara para dezembro de 2026 o lançamento de Vingadores: Doutor Destino, trazendo personagens consagrados e o retorno de Robert Downey Jr. A proximidade entre os cronogramas coloca a produção da DC em um cenário de intensa concorrência pela atenção do público e pela cobertura da mídia especializada em quadrinhos.

Apesar dos desafios comerciais e de carregar o peso de sustentar o engajamento de uma franquia em fase de consolidação, o filme de terror representa um teste importante para a estratégia de diversificação de gêneros da DC Studios. Com uma proposta artística distinta e custos controlados, a obra busca provar que narrativas alternativas podem encontrar espaço de destaque no mercado atual.

Fontes consultadas

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