Disputa presidencial de 2026 tem cenário de empate técnico no segundo turno
Novas pesquisas eleitorais apontam acirramento na corrida ao Palácio do Planalto entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
A corrida pela Presidência da República para o segundo turno das eleições de 2026 segue acirrada, com cenários de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Novas rodadas de levantamentos divulgadas por diferentes institutos de pesquisa mostram a disputa polarizada que antecede a votação marcada para o dia 25 de outubro.
Na pesquisa do Ipespe/Abrapel divulgada em meados de outubro, Flávio Bolsonaro aparece com 51,2% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48,8%. O cenário também é de empate técnico no levantamento do Datafolha, onde o candidato do PL detém 51% dos votos válidos contra 49% do representante do PT, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O segundo turno foi consolidado após o resultado do primeiro turno, que registrou a menor diferença entre os dois primeiros colocados desde a redemocratização do país, com menos de dois pontos percentuais de separação. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos), ao passo que Lula alcançou 45,16% (53,8 milhões de votos).
Enquanto os institutos monitoram as intenções de voto e a rejeição aos candidatos, novas pesquisas se preparam para ir a campo. O Datafolha informou que sua próxima rodada de entrevistas avaliará o grau de convicção do eleitorado, os principais motivos para a escolha e a percepção da população sobre a economia brasileira e temas sociais, como a jornada de trabalho.
O primeiro turno também foi marcado por avaliações sobre a precisão dos levantamentos estatísticos. O Instituto Veritá, por exemplo, destacou-se por registrar números próximos ao resultado oficial das urnas na primeira etapa do pleito. O fundador da empresa, Adriano Silvoni, atribuiu o desempenho a inovações metodológicas e tecnológicas, mas ressaltou que a precisão foi excepcional e que o modelo será mantido sem alterações para o segundo turno.
A reta final da campanha concentra o foco das campanhas na conquista dos eleitores indecisos e na mobilização das bases regionais. Com agendas intensificadas em todo o território nacional, os dois candidatos buscam consolidar vantagens no cenário eleitoral antes do comparecimento definitivo dos eleitores às urnas no final de outubro.