Eleições nos EUA decidem o futuro do Congresso e o rumo de Trump
Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira para definir o controle do Congresso e o restante do mandato presidencial.
Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem nesta terça-feira quem irá controlar o Congresso dos Estados Unidos durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump. As chamadas eleições intercalares colocam em jogo todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos 100 postos no Senado. Além disso, 36 estados elegem novos governadores e diversos cargos locais.
O estado do Vermont foi o primeiro a abrir as urnas, dando início a um processo que se estende por diferentes fusos horários ao longo do dia. As autoridades eleitorais implementaram diversas medidas de segurança e preparação contra possíveis contestações e tentativas de interferência, após meses de treinamento de funcionários e reforço na proteção dos locais de votação.
Embora o nome de Donald Trump não esteja diretamente impresso nos boletins de voto, o líder republicano fez questão de centrar a campanha em sua própria figura, transformando o pleito em um referendo sobre os seus primeiros anos de governo. Na reta final, o presidente incentivou o eleitorado com promessas de recompensas financeiras para denúncias de fraudes e benefícios para os cidadãos.
A votação antecipada registrou níveis elevados de participação em comparação com o pleito de 2022, com aumentos expressivos entre o eleitorado democrata. Analistas apontam que o pleito pode significar o fim do domínio absoluto dos republicanos nas principais instituições políticas do país.
O impacto financeiro da campanha também bateu recordes históricos. O empresário Elon Musk estabeleceu uma marca inédita ao investir 474 milhões de dólares, o equivalente a mais de 420 milhões de euros, em donativos direcionados ao Partido Republicano, tornando-se o maior doador individual em um único ciclo eleitoral sem ser candidato.
Do lado democrata, a reta final foi marcada por propostas de renovação e críticas contundentes ao sistema político. No estado do Michigan, o candidato ao Senado Abdul El-Sayed encerrou sua campanha defendendo a retirada de influências corporativas da política e criticando os opositores por ligações com grandes empresas.