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Tecnologia

Engenheiro defende integração entre tecnologia e arquitetura

Profissional destaca a importância de planejar sistemas de automação e iluminação desde as etapas iniciais das obras.

Por 2 min de leitura

Engenheiro defende integração entre tecnologia e arquitetura
Engenheiro defende integração entre tecnologia e arquitetura

A integração de sistemas de tecnologia, automação e iluminação nas construções exige planejamento desde as fases iniciais dos projetos arquitetônicos. A avaliação foi destacada por profissionais do setor que buscam transformar a maneira como os ambientes residenciais e corporativos são concebidos no Brasil e no exterior.

Com formação em engenharia eletrônica e industrial elétrica pelo CEFET, Marcello Matera fundou em 2018 a M2 Projetos de Tecnologia e Iluminação. A iniciativa surgiu do incômodo com modelos tradicionais do mercado, onde a especificação de equipamentos muitas vezes respondia aos interesses comerciais de venda de produtos, e não às necessidades reais dos clientes.

A empresa atua no planejamento de soluções independentes de áudio, vídeo, automação e sistemas de controle para residências de alto padrão e empreendimentos corporativos, como hospitais e edifícios. O modelo de atuação foca exclusivamente no projeto e na compatibilização com arquitetos e designers, sem comercializar ou instalar equipamentos físicos.

Segundo o engenheiro, um dos maiores desafios do setor continua sendo a desinformação sobre automação e a resistência em valorizar o projeto técnico independente. Ele aponta que o custo de projetos supostamente gratuitos acaba embutido de forma indireta nos produtos e serviços adquiridos ao longo da obra.

Em 2022, o escopo da empresa foi ampliado com a incorporação de projetos luminotécnicos, resgatando uma paixão antiga do fundador desde seu estágio na General Electric do Brasil. A iluminação, segundo ele, deixou de ser estritamente técnica para influenciar diretamente a percepção e as emoções das pessoas nos espaços.

A relação com arquitetos e designers é baseada no respeito à estética e na premissa de que os recursos tecnológicos devem servir à arquitetura, e não o oposto. Além disso, a empresa adota diretrizes éticas rígidas, recusando serviços fora de sua competência técnica ou que substituam profissionais já atuantes.

Com projetos executados no Brasil e em Portugal, a trajetória da M2 também é marcada pela formação de novos talentos internos, com estagiários que ascenderam a posições de sociedade. Os planos futuros incluem a publicação de um livro sobre engenharia integrada, palestras e iniciativas para elevar o nível técnico das construções.

Fontes consultadas

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