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Saúde

Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de vitaminas contra queda de cabelo

Especialistas destacam que a perda de fios exige investigação médica detalhada para identificar causas que vão desde alterações hormonais até deficiências nutricionais e processos de emagrecimento.

Por 2 min de leitura

Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de vitaminas contra queda de cabelo
Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de vitaminas contra queda de cabelo

A queda de cabelo e o afinamento dos fios em mulheres têm exigido atenção redobrada de especialistas para evitar o uso indiscriminado de vitaminas e cosméticos sem orientação profissional. Segundo especialistas da área médica e de estética capilar, a perda capilar pode indicar condições como a alopecia feminina, que atinge cerca de 32,3% das mulheres adultas no Brasil, conforme estudo publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia.

O diagnóstico precoce é apontado como fundamental para preservar os folículos capilares. Profissionais da área ressaltam que muitas mulheres associam o problema exclusivamente ao envelhecimento ou ao estresse, demorando a buscar ajuda especializada e recorrendo a automedicação ou produtos indicados na internet. No entanto, o primeiro passo deve ser a investigação clínica para descobrir a raiz do problema.

Entre as causas mais frequentes para a redução da densidade capilar estão a alopecia androgenética, influenciada por fatores genéticos e hormonais, o eflúvio telógeno associado a estresses físicos ou emocionais, além de alterações na tireoide, síndrome dos ovários policísticos e períodos de transição como a gestação, pós-parto e menopausa.

Processos de emagrecimento acelerado, especialmente aqueles impulsionados por dietas altamente restritivas ou pelo uso de medicações para perda de peso, também podem desencadear o enfraquecimento dos fios. Especialistas lembram que a redução drástica de calorias e nutrientes compromete o ciclo de crescimento capilar, tornando essencial uma avaliação individualizada da dieta e da saúde geral.

No caso da menopausa, as flutuações hormonais somam-se ao envelhecimento natural, provocando alterações visíveis na espessura e no volume do cabelo. Profissionais reforçam que a tricoscopia e exames laboratoriais ajudam a mapear o cenário real da paciente, descartando soluções mágicas como o consumo aleatório de suplementos.

Especialistas enfatizam que suplementos alimentares e vitaminas só devem ser administrados quando há uma deficiência comprovada por exames. O uso desordenado de substâncias, como o excesso de selênio presente em algumas oleaginosas, não garante o crescimento dos fios e pode inclusive gerar efeitos adversos indesejados.

Diante de sinais persistentes como redução de volume, risca central mais larga ou couro cabeludo aparente, a recomendação é buscar uma avaliação dermatológica ou especializada. O tratamento adequado deve considerar o histórico clínico, a fase biológica e as particularidades de cada paciente, garantindo uma abordagem segura e embasada na ciência.

Fontes consultadas

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