Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de vitaminas contra queda de cabelo
Especialistas destacam que a perda de fios exige investigação médica detalhada para identificar causas que vão desde alterações hormonais até deficiências nutricionais e processos de emagrecimento.
A queda de cabelo e o afinamento dos fios em mulheres têm exigido atenção redobrada de especialistas para evitar o uso indiscriminado de vitaminas e cosméticos sem orientação profissional. Segundo especialistas da área médica e de estética capilar, a perda capilar pode indicar condições como a alopecia feminina, que atinge cerca de 32,3% das mulheres adultas no Brasil, conforme estudo publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia.
O diagnóstico precoce é apontado como fundamental para preservar os folículos capilares. Profissionais da área ressaltam que muitas mulheres associam o problema exclusivamente ao envelhecimento ou ao estresse, demorando a buscar ajuda especializada e recorrendo a automedicação ou produtos indicados na internet. No entanto, o primeiro passo deve ser a investigação clínica para descobrir a raiz do problema.
Entre as causas mais frequentes para a redução da densidade capilar estão a alopecia androgenética, influenciada por fatores genéticos e hormonais, o eflúvio telógeno associado a estresses físicos ou emocionais, além de alterações na tireoide, síndrome dos ovários policísticos e períodos de transição como a gestação, pós-parto e menopausa.
Processos de emagrecimento acelerado, especialmente aqueles impulsionados por dietas altamente restritivas ou pelo uso de medicações para perda de peso, também podem desencadear o enfraquecimento dos fios. Especialistas lembram que a redução drástica de calorias e nutrientes compromete o ciclo de crescimento capilar, tornando essencial uma avaliação individualizada da dieta e da saúde geral.
No caso da menopausa, as flutuações hormonais somam-se ao envelhecimento natural, provocando alterações visíveis na espessura e no volume do cabelo. Profissionais reforçam que a tricoscopia e exames laboratoriais ajudam a mapear o cenário real da paciente, descartando soluções mágicas como o consumo aleatório de suplementos.
Especialistas enfatizam que suplementos alimentares e vitaminas só devem ser administrados quando há uma deficiência comprovada por exames. O uso desordenado de substâncias, como o excesso de selênio presente em algumas oleaginosas, não garante o crescimento dos fios e pode inclusive gerar efeitos adversos indesejados.
Diante de sinais persistentes como redução de volume, risca central mais larga ou couro cabeludo aparente, a recomendação é buscar uma avaliação dermatológica ou especializada. O tratamento adequado deve considerar o histórico clínico, a fase biológica e as particularidades de cada paciente, garantindo uma abordagem segura e embasada na ciência.
Fontes consultadas
- Queda de cabelo em mulheres exige atenção aos primeiros sinais | Rdnews - Principais notícias de Cuiabá, Várzea Grande e Mato grosso rdnews.com.br
- Emagreceu com a caneta e o cabelo afinou? Veja como cuidar dos fios folhavitoria.com.br
- Menopausapor que meu cabelojá não é o mesmo? - Jornal ARua jornalarua.com
- Castanha-do-pará, nozes, amêndoas: qual a mais saudável? Veja os benefícios de cada uma diariodopara.com.br
- Consulta integrativa orienta rejuvenescimento após os 40 oglobo.globo.com