Pular para o conteúdo
Saúde

Especialistas destacam importância do treino de força e cuidados com o core

Especialistas explicam que atividades físicas voltadas à musculatura central e aos membros inferiores ajudam na funcionalidade, mas ressaltam que não existe queima de gordura localizada.

Por 3 min de leitura

Especialistas destacam importância do treino de força e cuidados com o core
Especialistas destacam importância do treino de força e cuidados com o core

A busca por uma rotina de exercícios voltada ao fortalecimento físico e à queima de gordura exige compreensão sobre o funcionamento do organismo e a distribuição de gordura corporal. Especialistas apontam que, embora o foco estético muitas vezes recaia sobre o abdômen, a prática de atividades físicas não remove gordura de forma localizada. O tecido adiposo visceral, localizado profundamente no abdômen ao redor de órgãos como fígado e intestinos, representa riscos metabólicos significativos, estando associado a problemas como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Para identificar o acúmulo excessivo dessa gordura, profissionais indicam o uso da fita métrica na região da cintura. Referências de órgãos de saúde apontam que medidas acima de 80 cm em mulheres e 94 cm em homens elevam os riscos à saúde, embora divergências metodológicas também citem limites de 89 cm e 101,5 cm, respectivamente. Especialistas reforçam que fatores como sedentarismo, consumo de ultraprocessados, sono inadequado e estresse influenciam diretamente o acúmulo dessa gordura, que pode estar presente mesmo em pessoas com peso considerado normal.

No combate ao sedentarismo e na preservação da massa magra, o treinamento de força desempenha um papel fundamental. O treinador José Ruiz ressalta que apenas caminhar não é suficiente para manter a massa muscular e a autonomia após os sessenta anos, sendo imprescindível a inclusão de exercícios resistidos, como agachamentos e puxadas. O trabalho de grandes grupos musculares, a exemplo do quadríceps, eleva a taxa metabólica basal e otimiza o gasto calórico, atuando diretamente no emagrecimento.

Além disso, o fortalecimento da região central do corpo, conhecida como core, abrange músculos do abdômen, pelve e costas, essenciais para a estabilidade e a execução de tarefas cotidianas. Práticas como o Pilates oferecem uma abordagem integrada de movimento, focando no controle, na respiração e na flexibilidade. Especialistas lembram que a idade não deve ser uma barreira para iniciar os treinos, mas a progressão precisa respeitar o histórico de saúde, a mobilidade e o condicionamento de cada praticante.

Em relação às estratégias nutricionais para auxiliar na redução da gordura visceral e na melhora do metabolismo, pesquisadores recomendam a substituição de grãos refinados por cereais integrais e a inclusão de alimentos como o abacate, rico em gorduras monoinsaturadas. Revisões científicas apontam que a perda de uma porcentagem modesta do peso corporal já é capaz de diminuir consideravelmente a gordura hepática. Dietas radicais são desaconselhadas por especialistas, que priorizam a reeducação alimentar associada à prática regular de exercícios.

Por fim, o uso de medicamentos emagrecedores e terapias complementares, como o laser infravermelho e o acompanhamento com profissionais de saúde, deve ser avaliado de forma individualizada. Sem ajustes na alimentação e a inclusão de treinos de força, processos de emagrecimento podem resultar na perda indesejada de massa muscular, comprometendo a saúde metabólica e a longevidade ativa.

Fontes consultadas

Leia também