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Tecnologia

FBI aponta Coreia do Norte como responsável por roubo histórico na Binance

A maior corretora de criptomoedas do mundo foi alvo de um ataque cibernético que resultou na perda de US$ 6,3 bilhões.

Por 2 min de leitura

FBI aponta Coreia do Norte como responsável por roubo histórico na Binance
FBI aponta Coreia do Norte como responsável por roubo histórico na Binance

O Federal Bureau of Investigation (FBI) apontou oficialmente o governo da Coreia do Norte como o responsável pelo roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. O ataque cibernético, considerado um dos maiores assaltos financeiros da história, ocorreu no final de outubro de 2026 e mobilizou autoridades internacionais e empresas de segurança de blockchain.

De acordo com o comunicado divulgado pelo FBI em conjunto com o Serviço Secreto dos Estados Unidos e o IRS-CI, a ação criminosa foi executada pelo grupo TraderTraitor, formado por cibercriminosos patrocinados pelo Estado norte-coreano. A agência americana destacou que os invasores começaram a converter os ativos subtraídos principalmente para a criptomoeda Ethereum, como parte do processo de ocultação dos valores.

As investigações apontam que a invasão ocorreu de forma complexa e rápida, explorando um laptop comprometido e um software malicioso projetado para apagar rastros. Empresas de análise de blockchain, como TRM Labs e Chainalysis, confirmaram semelhanças com ataques anteriores atribuídos a hackers norte-coreanos e reforçaram a atribuição de autoria feita pelas autoridades dos Estados Unidos.

Apesar da contundência das agências americanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na época que o governo ainda não tinha certeza absoluta sobre o envolvimento direto da Coreia do Norte. Do outro lado, o governo norte-coreano historicamente nega qualquer envolvimento em ataques cibernéticos ou esquemas de espionagem e roubo financeiro internacional.

Enquanto as autoridades buscam rastrear e congelar os fundos, a Binance informou que conseguiu congelar cerca de US$ 3 bilhões em ativos on-chain com a ajuda de parceiros do setor. A corretora também iniciou um processo acelerado de recomposição financeira para garantir que os clientes não arcassem com o prejuízo, utilizando recursos próprios e fundos de reserva da companhia.

A exchange retomou gradualmente os saques de criptoativos principais, como bitcoin e ether, após recompor a maior parte dos valores perdidos por meio da compra de tokens de substituição. Analistas do setor apontam que o volume financeiro deste único incidente supera com folga as perdas totais registradas em todo o mercado de criptomoedas ao longo do ano anterior.

Fontes consultadas

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