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Política

Fim do prazo para registro de pesquisas eleitorais no TSE

Novos levantamentos não podem mais ser cadastrados no sistema da Justiça Eleitoral para o segundo turno de 2026.

Por 2 min de leitura

Fim do prazo para registro de pesquisas eleitorais no TSE
Fim do prazo para registro de pesquisas eleitorais no TSE

O prazo para registrar novas pesquisas de intenção de voto no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral encerrou nesta semana, marcando uma nova etapa na reta final do segundo turno das eleições de 2026. Conforme o calendário estabelecido pela legislação, os institutos não podem mais incluir novos levantamentos na plataforma oficial.

Apesar do fim dos registros, os estudos realizados antes da votação podem ser publicados a qualquer momento até o dia do pleito, inclusive no próprio domingo de votação. A Justiça Eleitoral exige que a divulgação dos resultados seja acompanhada de dados detalhados, como o período de coleta, a margem de erro, o nível de confiança, o número de entrevistas e o contratante.

Na última semana antes da votação para a Presidência da República, os principais institutos preveem a divulgação de novas rodadas. A Quaest programou a publicação de seus dados, enquanto o Datafolha tem previsão de divulgar um novo levantamento sobre a corrida ao Palácio do Planalto nos próximos dias.

Em pesquisas anteriores divulgadas na semana passada, o cenário apontava empate técnico na disputa presidencial. A Quaest indicou Flávio Bolsonaro com 46% e o presidente Lula com 44%. Já o Datafolha apontou Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45%, ambos dentro da margem de erro.

A AtlasIntel tem sua próxima divulgação prevista para a véspera da eleição. No levantamento anterior do instituto, divulgado recentemente, Flávio Bolsonaro aparecia com 51,1% dos votos válidos, enquanto o atual presidente alcançava 48,9%, com margem de erro de um ponto percentual. Quaest e Datafolha também divulgarão seus últimos números no sábado.

Em setembro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, implementou alterações no sistema de registro para ampliar a transparência metodológica. As mudanças exigem o preenchimento de um questionário detalhado com informações sobre municípios, horários das entrevistas e estrutura do questionário.

Anteriormente, em junho, o ministro Kassio Nunes Marques determinou a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel a pedido do Partido Liberal, que alegou possíveis falhas metodológicas, apontando indícios de extrapolação dos limites estatísticos.

Fontes consultadas

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