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Política

Flávio Bolsonaro declara apoio à manutenção do fim da escala 6x1

Candidato à Presidência confirmou voto favorável à medida que estabelece a jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro declara apoio à manutenção do fim da escala 6x1
Flávio Bolsonaro declara apoio à manutenção do fim da escala 6x1

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), manifestou apoio à promulgação do fim da escala de trabalho 6x1. A decisão foi anunciada pelo parlamentar na última terça-feira (13), pouco antes da votação definitiva no Senado Federal, que consolidou a mudança na legislação trabalhista brasileira.

A proposta, que altera o artigo 7º da Constituição Federal, foi aprovada pelo Congresso Nacional com ampla maioria, registrando 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Em sua declaração, Flávio Bolsonaro justificou o posicionamento afirmando que a medida atende a um desejo da maioria dos trabalhadores brasileiros.

A nova regra estabelece a redução progressiva da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, sem que haja redução nos salários dos empregados. O cronograma de implementação prevê uma transição de 14 meses, com a primeira etapa reduzindo a carga horária para 42 horas semanais após 60 dias da publicação da emenda no Diário Oficial da União.

Apesar do apoio do candidato à medida, o setor produtivo tem expressado cautela quanto aos impactos econômicos da mudança. Durante reunião com empresários na Bahia, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador Jerônimo Rodrigues debateram os desafios da transição. Entidades como a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) alertaram que a redução da jornada, sem ajuste salarial, pode elevar custos operacionais e afetar a competitividade de pequenas indústrias e setores de operação contínua.

Em paralelo à discussão trabalhista, Flávio Bolsonaro tem focado sua campanha em propostas de ajuste fiscal. O candidato prometeu, caso eleito, realizar um corte de pelo menos dez ministérios e utilizar imóveis da União para gerar novas receitas ao orçamento federal. O senador também negou intenções de privatizar estatais estratégicas ou desvincular aposentadorias do salário mínimo, rebatendo críticas feitas por seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O cenário eleitoral para o segundo turno, marcado para o próximo dia 25, permanece acirrado. Pesquisas recentes do instituto PoderData/Aya indicam um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, ambos com 50% das intenções de votos válidos. Enquanto os candidatos buscam consolidar apoios, a implementação da nova jornada de trabalho se torna um dos temas centrais no debate sobre o futuro econômico e social do país.

Fontes consultadas

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