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Política

Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto no segundo turno, aponta pesquisa

Levantamentos indicam vantagem do senador do PL sobre o presidente Lula na reta final da disputa presidencial de 2026.

Por 3 min de leitura

Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto no segundo turno, aponta pesquisa
Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto no segundo turno, aponta pesquisa

A corrida presidencial de 2026 entra em sua fase decisiva com o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentando vantagem nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. Dados recentes do instituto PoderData/Aya indicam que o candidato do PL alcançou 52% dos votos válidos, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%. O levantamento, realizado entre os dias 16 e 18 de outubro com 3.000 eleitores, aponta uma oscilação favorável ao senador, que havia empatado numericamente com o petista em rodada anterior.

Outra pesquisa, conduzida pelo instituto Real Time Big Data entre 15 e 19 de outubro, corrobora o cenário de liderança de Flávio Bolsonaro, também situando-o com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. No cenário de votos totais, o senador aparece com 48% das preferências, enquanto o presidente soma 45%. A margem de erro deste levantamento é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

O grau de definição do voto entre o eleitorado permanece elevado. Segundo o Real Time Big Data, 93% dos entrevistados afirmam que sua escolha para a Presidência já está consolidada, restando apenas 7% de indecisos. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 94% garantem que não mudarão de opinião, enquanto 90% dos eleitores de Lula manifestam a mesma convicção. A rejeição também apresenta números distintos: 48% dos entrevistados declaram que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto 44% rejeitam a candidatura de Flávio.

Em meio à disputa, a campanha de Flávio Bolsonaro já articula estratégias para um eventual governo, incluindo critérios rigorosos para a composição ministerial. O senador estabeleceu que nomes com processos pendentes no Supremo Tribunal Federal (STF) não farão parte de sua equipe de ministros. Integrantes de seu núcleo duro argumentam que a presença de figuras sob investigação no tribunal poderia fragilizar a gestão, especialmente considerando que o ataque ao STF é uma das bandeiras centrais do candidato.

Essa diretriz de seleção também deve ser aplicada na definição de apoios para as presidências da Câmara e do Senado. Consequentemente, nomes como Davi Alcolumbre e Hugo Motta, além de lideranças do Centrão como Ciro Nogueira, foram descartados pela campanha por estarem envolvidos em inquéritos no STF ou por histórico de proximidade com o atual governo petista.

Paralelamente, alianças políticas têm sido costuradas para fortalecer a candidatura do PL, especialmente em colégios eleitorais estratégicos. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, declarou apoio formal a Flávio Bolsonaro no segundo turno. A expectativa dos auxiliares do senador é que o movimento ajude a ampliar sua votação na Bahia. Em contrapartida, caso o candidato do PL vença o pleito, ACM Neto é cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta que ganhou relevância política em gestões anteriores devido à gestão de emendas parlamentares.

As pesquisas regionais mostram que a vantagem de Flávio Bolsonaro é mais expressiva nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde registra 62% e 60% das intenções de voto, respectivamente. Já o presidente Lula mantém sua força no Nordeste, com 61% das preferências, além de liderar numericamente entre o eleitorado feminino. Com a proximidade do dia da votação, novos levantamentos, como o do instituto PoderData, seguem sendo realizados para monitorar a evolução do cenário político nacional.

Fontes consultadas

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