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Brasil

Focos de incêndio no Amazonas caem após atuação de força-tarefa

Estado registra queda nos registros de queimadas enquanto o governo federal amplia o envio de equipes e aeronaves para a região amazônica.

Por 2 min de leitura

Focos de incêndio no Amazonas caem após atuação de força-tarefa
Focos de incêndio no Amazonas caem após atuação de força-tarefa

Os focos de incêndio florestal no Amazonas registraram uma queda expressiva nos últimos dias, após a atuação de uma força-tarefa composta por centenas de brigadistas e equipes especializadas. O estado, que havia alcançado um pico de 494 novos focos em 10 de outubro, passou a contabilizar 188 focos ativos, segundo os dados oficiais do painel Queimadas, monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o esforço conjunto conta com a participação de 330 brigadistas sob a coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A operação na região também foi reforçada com o deslocamento de 11 aeronaves, 32 veículos terrestres e oito embarcações para conter o avanço das chamas.

No interior do estado, municípios como Itacoatiara têm servido de base operacional para o recebimento de aviões do Prevfogo e da Defesa Civil. Na região do Rio Urubu, onde o fogo afeta áreas superiores a três mil hectares e atinge territórios tradicionais, o aeroporto local tem sido utilizado para abastecimento de água e combustível das aeronaves que combatem os focos persistentes.

As autoridades ambientais apontam que a totalidade das queimadas decorre de ação humana intencional. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas já conduzem investigações para apurar as origens dos incêndios criminosos na região.

Especialistas em ciências ambientais explicam que o período de estiagem, que se estende de agosto a novembro, torna a vegetação historicamente mais vulnerável à propagação do fogo. Contudo, o cenário atual é agravado pelos impactos do fenômeno climático El Niño, que provoca irregularidades no volume de chuvas e eleva os riscos de novos desastres ambientais na zona centro-norte da Amazônia.

Além do trabalho de combate direto, órgãos de fiscalização municipal e federal intensificaram as autuações contra suspeitos de provocar incêndios ilegais. Em paralelo, o Governo Federal anunciou a ampliação da mobilização da Força Nacional de Segurança Pública, que elevará o efetivo de bombeiros e viaturas em municípios do sul amazonense para reforçar a prevenção e a resposta rápida a novas ocorrências.

Fontes consultadas

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