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Fusão entre Paramount e Warner é suspensa por juiz federal nos EUA

Decisão liminar atende a pedido de doze estados norte-americanos que alegam riscos de monopólio e prejuízos à concorrência no mercado cinematográfico.

Por 2 min de leitura

Fusão entre Paramount e Warner é suspensa por juiz federal nos EUA
Fusão entre Paramount e Warner é suspensa por juiz federal nos EUA

Um juiz federal ordenou a suspensão da fusão de 81 bilhões de dólares entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery por pelo menos duas semanas, acolhendo o pedido de doze estados americanos liderados pela Califórnia que contestam a transação na Justiça. A medida cautelar foi concedida após as empresas recusarem o apelo para adiar o fechamento do negócio até que as alegações fossem avaliadas judicialmente.

A ação movida pelos procuradores-gerais estaduais argumenta que a união de dois dos principais estúdios históricos de Hollywood ameaça extinguir a concorrência e reduzir as opções para os consumidores e frequentadores de cinemas. De acordo com o processo, a entidade combinada passaria a controlar quase um terço do mercado de distribuição cinematográfica e da programação de TV a cabo básica.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, celebrou a decisão como uma vitória crucial para impedir que o megaprojeto avance sem escrutínio. Em contrapartida, a Paramount classificou os argumentos antitruste como infundados e desconectados das realidades do mercado moderno, sustentando que a união trará benefícios tanto para os trabalhadores quanto para os consumidores.

A aquisição proposta avalia a compra da Warner em quase 111 bilhões de dólares, considerando a assunção de dívidas. O cronograma do negócio tem como marco crítico o dia 30 de setembro, data em que a Paramount se comprometeu a pagar taxas de compensação diárias de aproximadamente sete milhões de dólares aos acionistas caso a conclusão da compra não ocorra.

Paralelamente aos desdobramentos judiciais, as operações corporativas de streaming e conteúdo continuam a passar por reorganizações internas sob a gestão da Skydance. A reestruturação de cargos executivos colocou Casey Bloys no comando das operações de conteúdo combinadas do HBO Max e do Paramount+, enquanto Damla Dogan foi nomeada chefe de programação não roteirizada da plataforma.

Enquanto os estados americanos prosseguem com o litígio antitruste e buscam uma liminar preliminar com audiência marcada para o início de agosto, a transação também enfrenta escrutínio regulatório internacional e contestações adicionais de sindicatos e acionistas nos tribunais dos Estados Unidos.

Fontes consultadas

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