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Globoplay estreia novela vertical sobre violência psicológica

Produção Original Globoplay aborda o gaslighting em formato inovador para dispositivos móveis com 50 episódios curtos.

Por 2 min de leitura

Globoplay estreia novela vertical sobre violência psicológica
Globoplay estreia novela vertical sobre violência psicológica

O Globoplay estreou nesta terça-feira, 6 de outubro, a obra original "Eu Não Era Louca, Era Casada", uma produção dos Estúdios Globo que aposta no formato de novela vertical para dispositivos móveis. Criada e escrita por Ecila Pedroso, com direção artística de Adriano Melo, a trama conta com 50 episódios de aproximadamente dois a três minutos cada, sendo os sete primeiros disponibilizados gratuitamente para não assinantes.

A história acompanha Beatriz, interpretada por Fernanda Rodrigues, uma galerista bem-sucedida que vê sua estabilidade ruir à medida que enfrenta lapsos de memória e situações confusas. O enredo gira em torno do gaslighting, uma forma de manipulação psicológica na qual o agressor distorce a realidade para fazer a vítima duvidar de sua própria sanidade.

O principal antagonista da trama é o marido da protagonista, Vítor, vivido por Ricardo Pereira. O personagem, de origem humilde e motivado por interesses financeiros, utiliza a intimidade do relacionamento para desestabilizar a esposa com o objetivo de se apropriar da fortuna da família, contando com a cumplicidade de sua amante Lúcia, interpretada por Bárbara Reis, que se infiltra na residência disfarçada de enfermeira.

Para dar vida ao plano, a narrativa incorpora outros núcleos de apoio à vítima e investigação. Horácio, pai de Beatriz vivido por Ilvio Amaral, tenta proteger a filha recorrendo a expressões faciais devido a limitações físicas. Na área médica, o enfermeiro Gabriel, interpretado por Daniel Rocha, e a psiquiatra Dra. Regina, papel de Danielle Winits, percebem incoerências e passam a questionar as versões apresentadas pelo agressor.

O elenco e a equipe técnica destacaram os desafios de atuar e dirigir em um formato inédito. Fernanda Rodrigues afirmou que a intensidade do tema tornou a curta duração dos episódios ideal para a narrativa, embora tenha exigido grande desgaste emocional. Já o diretor Adriano Melo pontuou que a velocidade do microdrama se equilibra com a densidade do texto e a sutileza das interpretações.

A escolha do tema foi elogiada pelos artistas como uma ferramenta social relevante. Danielle Winits refletiu sobre a importância de debater a violência contra a mulher na dramaturgia, enquanto Ricardo Pereira ressaltou a complexidade de construir um personagem que exerce violência psicológica de forma dissimulada.

Fontes consultadas

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