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Golpe do falso advogado utiliza inteligência artificial no WhatsApp

Criminosos usam dados reais e recursos de voz para enganar pessoas com processos em andamento e exigir pagamentos por Pix.

Por 2 min de leitura

Golpe do falso advogado utiliza inteligência artificial no WhatsApp
Golpe do falso advogado utiliza inteligência artificial no WhatsApp

O avanço da tecnologia e o uso de inteligência artificial vêm facilitando a atuação de criminosos no chamado golpe do falso advogado, uma fraude que mira pessoas com processos judiciais em andamento. Utilizando fotos, nomes reais, números de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil e até recursos como deepfake de voz, os estelionatários entram em contato via WhatsApp solicitando pagamentos sob o pretexto de liberar indenizações ou precatórios.

Durante uma entrevista concedida nesta terça-feira, o advogado Felipe Figueiredo explicou que a orientação principal para não cair na armadilha é desconfiar de qualquer número novo, mesmo que a mensagem ou o áudio pareça legítimo. A recomendação é sempre confirmar a abordagem diretamente pelo telefone habitual do profissional ou do escritório de advocacia.

Caso a pessoa seja vítima do golpe e efetue alguma transferência, medidas imediatas devem ser tomadas para tentar recuperar o valor e resguardar seus direitos. O primeiro passo consiste em registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia presencial ou online e reunir todas as provas disponíveis, como capturas de tela de conversas, comprovantes e chaves Pix utilizadas.

Em seguida, a vítima deve acionar a instituição financeira onde mantém conta para solicitar a ativação do Mecanismo Especial de Devolução, recurso do Pix que permite o bloqueio do dinheiro na conta de destino, cuja análise pode levar até 80 dias. Além disso, é fundamental informar o profissional que teve o nome utilizado indevidamente e a Ordem dos Advogados do Brasil sobre ocorrido.

O advogado detalhou que o mecanismo especial de devolução é voltado especificamente para as transferências via Pix. Contudo, ele destacou que, ao tomar conhecimento da fraude, a instituição bancária deve suspender contratos firmados de maneira não idônea. Caso o banco não atue dessa forma, a pessoa lesada tem a possibilidade de ingressar na justiça para pedir a anulação de tais contratos.

Especialistas reforçam que os criminosos buscam cada vez mais se passar por profissionais confiáveis, aproveitando-se de informações públicas disponíveis sobre processos judiciais para dar veracidade às abordagens. A atenção redobrada aos canais oficiais de comunicação continua sendo a principal barreira contra esse tipo de estelionato digital no país.

Fontes consultadas

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