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Governo do Egito confirma prisão da influenciadora brasileira Malévola Alves

Autoridades egípcias detiveram a criadora de conteúdo e sua amiga sob acusação de exibição imprópria, enquanto a defesa alega perseguição por identidade de gênero.

Por 2 min de leitura

Governo do Egito confirma prisão da influenciadora brasileira Malévola Alves
Governo do Egito confirma prisão da influenciadora brasileira Malévola Alves

O Ministério do Interior do Egito confirmou nesta terça-feira (20) a detenção da influenciadora digital brasileira Malévola Alves e de sua amiga, identificada como Bruna Marcatelli. A prisão ocorreu na província de Alexandria após a ampla circulação de gravações nas redes sociais que mostram as turistas caminhando pelas ruas do país norte-africano.

De acordo com a nota oficial publicada pelo órgão governamental na plataforma X, antigo Twitter, as mulheres foram detidas sob a acusação de realizarem atos de exibição pornográfica, insinuações sexuais e assédio a transeuntes em vias públicas de diferentes províncias. As autoridades afirmam que as brasileiras admitiram, durante o interrogatório, ter produzido e publicado os materiais com o propósito exclusivo de impulsionar o engajamento e elevar o número de visualizações em seus perfis na internet.

O caso veio a público inicialmente por meio de relatos feitos nas redes sociais. A influenciadora Malévola Alves publicou mensagens em seus Stories do Instagram afirmando que ela e suas acompanhantes foram abordadas e levadas a uma delegacia durante um passeio de van, tendo seus passaportes retidos pelas forças de segurança locais. Na ocasião, ela pediu auxílio aos seguidores e relatou momentos de desespero ao ser questionada sobre sua identidade de gênero.

Com o desdobramento do caso, o governo do Egito encaminhou todas as medidas legais cabíveis diretamente à Promotoria Pública, que assumiu a condução das investigações formais. Junto ao comunicado oficial, as autoridades chegaram a divulgar registros em vídeo obtidos a partir das próprias publicações das influenciadoras para fundamentar a acusação.

Em contrapartida, a versão oficial apresentada pelo governo egípcio foi contestada por conhecidas das envolvidas. Bruna Tivo, amiga das influenciadoras que participou do início da viagem mas atualmente encontra-se na França, utilizou as redes sociais para rebater as acusações divulgadas pelas autoridades locais.

Segundo Bruna Tivo, as gravações em questão não continham qualquer material de cunho sexual. Ela denunciou publicamente que as brasileiras estariam sofrendo uma perseguição motivada por preconceito, afirmando que a detenção ocorreu pelo fato de as viajantes serem mulheres transexuais.

Após a repercussão internacional e o envolvimento de órgãos oficiais estrangeiros, os perfis de Malévola Alves e de suas companheiras nas plataformas digitais foram alterados para o modo privado. Até o momento, a defesa jurídica das detidas não emitiu novos pronunciamentos sobre os passos seguintes na Justiça egípcia, e o espaço permanece aberto para manifestações dos representantes legais.

Fontes consultadas

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