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Saúde

Grande ABC registra seis casos de mpox em 2026

Santo André confirmou o quarto caso da doença na região, que não contabiliza mortes neste ano.

Por 3 min de leitura

Grande ABC registra seis casos de mpox em 2026
Grande ABC registra seis casos de mpox em 2026

A região do Grande ABC alcançou a marca de seis casos confirmados de mpox em 2026, após a confirmação de uma nova ocorrência em Santo André. Os dados foram repassados pelo Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, que aponta ausência de óbitos decorrentes da infecção na área ao longo deste ano.

O caso mais recente na região envolve uma mulher de 34 anos residente em Santo André. De acordo com a administração municipal, a paciente apresenta sintomas leves, passa bem e segue em isolamento e monitoramento domiciliar estrito sob os cuidados da equipe de saúde local.

Com este novo diagnóstico, Santo André passa a concentrar quatro ocorrências da doença no atual período. O restante do panorama regional é composto por São Bernardo e Diadema, que contabilizam um caso confirmado em cada município, enquanto as demais cidades da região permanecem sem registros recentes.

O histórico epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde demonstra uma forte tendência de arrefecimento dos contágios em comparação aos anos anteriores. Em 2022, auge da crise sanitária, o Grande ABC acumulou 220 ocorrências durante o surto da doença. Nos períodos seguintes, os números caíram para 67 registros em 2024 e 27 casos no ano passado, todos sem nenhuma fatalidade.

Especialistas em infectologia explicam que a dinâmica de propagação do vírus é distinta de patógenos altamente contagiosos como a Covid-19 ou o sarampo. Segundo o médico Hilton Luís Alves, membro do comitê de medicina tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia, o surto inicial foi impulsionado sobretudo por redes de contato humano e por uma expansão sem precedentes fora do continente africano, onde a moléstia era tradicionalmente endêmica.

A transmissão ocorre principalmente por meio de contato próximo, direto e prolongado com indivíduos infectados. Isso inclui a exposição a lesões cutâneas, fluidos corporais, secreções de feridas, gotículas respiratórias, relações sexuais ou pelo compartilhamento de objetos pessoais contaminados. O Ministério da Saúde reforça que os macacos não atuam como reservatórios do vírus.

Os principais sinais de alerta associados à infecção incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões na pele que evoluem para bolhas. Autoridades sanitárias recomendam a busca imediata por atendimento médico e o isolamento precoce para interromper as cadeias de transmissão e prevenir surtos comunitários.

Embora a maior parte dos quadros clínicos seja considerada leve, autoridades médicas alertam para possíveis complicações em grupos vulneráveis e pacientes imunossuprimidos, que podem desenvolver infecções bacterianas secundárias, pneumonia e problemas oculares graves. A contenção definitiva do vírus na região segue apoiada na vigilância contínua, no diagnóstico rápido e na conscientização pública.

Fontes consultadas

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