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Saúde

Investigação da fertilidade: quando buscar ajuda médica para engravidar

Especialistas orientam sobre sinais de alerta e a importância de uma avaliação individualizada para casais que desejam ter filhos.

Por 3 min de leitura

Investigação da fertilidade: quando buscar ajuda médica para engravidar
Investigação da fertilidade: quando buscar ajuda médica para engravidar

O desejo de ter um filho nem sempre se concretiza de forma imediata, levando muitos casais a buscarem orientações sobre como otimizar as chances de concepção. Embora existam diversas crenças populares sobre métodos para acelerar o processo, especialistas em reprodução humana enfatizam que a jornada reprodutiva é única e depende de uma investigação clínica detalhada para identificar possíveis barreiras à fertilidade, que podem envolver tanto o parceiro quanto a parceira.

A ginecologista Ana Paula Fonseca destaca que o tempo de tentativa é um dos critérios fundamentais para buscar auxílio médico. Para mulheres com menos de 35 anos, a recomendação é procurar um especialista após 12 meses de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos. A partir dos 35 anos, esse prazo é reduzido para seis meses, enquanto, para mulheres acima de 40 anos, a avaliação deve ser imediata, devido à queda natural na reserva e na qualidade dos óvulos.

Além do fator idade, o corpo pode emitir sinais que indicam a necessidade de uma investigação precoce. Ciclos menstruais muito irregulares, que podem estar associados a condições como a síndrome dos ovários policísticos ou distúrbios da tireoide, são pontos de atenção. Da mesma forma, cólicas menstruais intensas e persistentes ou dores durante as relações sexuais não devem ser ignoradas, pois podem ser sintomas de endometriose, uma condição inflamatória que pode comprometer a fertilidade ao afetar a anatomia pélvica e o funcionamento dos ovários.

O histórico de saúde também desempenha um papel crucial. Mulheres que já enfrentaram infecções sexualmente transmissíveis, doenças inflamatórias pélvicas ou passaram por cirurgias na região pélvica devem informar esses dados ao médico, mesmo que não apresentem sintomas atuais. Essas condições podem causar alterações nas trompas ou em outras estruturas reprodutivas, dificultando o encontro entre o óvulo e o espermatozoide.

É fundamental ressaltar que a dificuldade para engravidar não é um problema exclusivamente feminino. A avaliação deve incluir o parceiro desde o início, com a realização de exames como o espermograma, que analisa a qualidade e a motilidade dos espermatozoides. A infertilidade masculina é um fator relevante e, quando diagnosticada, permite que o casal receba o tratamento mais adequado, que pode variar desde orientações simples até técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

A médica Melissa Cavagnoli, especialista em reprodução humana, reforça que o tratamento de fertilidade começa muito antes do laboratório, com a compreensão da história de cada paciente. Nem todo caso exige procedimentos complexos, mas a investigação personalizada é o que garante que a estratégia escolhida seja a mais eficaz. Além disso, ela ressalta que o impacto emocional dessa trajetória deve ser acolhido, sendo importante manter um diálogo aberto com a equipe médica e, se necessário, buscar suporte psicológico.

Por fim, os especialistas reforçam que buscar orientação médica não é sinônimo de um diagnóstico de infertilidade ou da necessidade obrigatória de tratamentos invasivos. Muitas vezes, a identificação de alterações tratáveis permite que o casal alcance a gestação de forma natural. O mais importante é não ignorar os sinais do corpo e compreender que cada história reprodutiva possui seu próprio contexto, exigindo paciência e acompanhamento profissional qualificado.

Fontes consultadas

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