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Jesse Eisenberg aponta que Razzie afetou sua carreira em grandes estúdios

Ator revelou que a premiação por seu papel como Lex Luthor o levou a migrar para a direção e a escrita de roteiros.

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Jesse Eisenberg aponta que Razzie afetou sua carreira em grandes estúdios
Jesse Eisenberg aponta que Razzie afetou sua carreira em grandes estúdios

O ator e cineasta Jesse Eisenberg afirmou recentemente que teve dificuldades para conseguir papéis em grandes estúdios de Hollywood após vencer o prêmio Framboesa de Ouro por sua interpretação do vilão Lex Luthor no filme "Batman v Superman: Alvorecer da Justiça". A declaração foi feita durante um painel no Festival de Cinema de Londres.

Lançado em 2016 e dirigido por Zack Snyder, o longa de super-heróis arrecadou expressivos valores nas bilheterias mundiais, mas dividiu opiniões da crítica e do público. Pela atuação no papel do antagonista, Eisenberg recebeu o troféu na categoria de pior ator coadjuvante na edição de 2017 da premiação satírica.

Segundo o artista, o reconhecimento negativo gerou um temor profissional que o fez repensar os rumos de sua trajetória artística. "Eu não conseguia mais entrar em papéis de estúdios de cinema porque tinha vencido um Framboesa de Ouro pelo filme do Batman, e eu vi a trajetória", declarou o ator durante o evento.

Eisenberg descreveu a indústria da atuação como um ambiente volátil e sem estabilidade, no qual os profissionais precisam lidar constantemente com a incerteza. Para manter sua relevância e garantir a continuidade de sua carreira, ele decidiu investir na produção de seus próprios projetos cinematográficos como roteirista e diretor.

A transição para trás das câmeras apresentou resultados positivos para o artista nos últimos anos. Em 2024, seu segundo longa-metragem na direção, "A Real Pain", rendeu-lhe uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original, enquanto seu colega de elenco Kieran Culkin levou a estatueta de melhor ator coadjuvante.

Além disso, o novo trabalho de direção de Eisenberg, intitulado "The Debut" e estrelado por Julianne Moore e Paul Giamatti, foi o filme escolhido para encerrar o festival londrino. O ator também comentou que a própria indústria envia sinais claros sobre os rumos que os artistas devem seguir, compreendendo que não deveria retornar a filmes de super-heróis após a repercussão de seu trabalho anterior.

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