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Justiça condena cantor Gusttavo Lima e hotel após expulsão de mulher em show

Artista e estabelecimento deverão pagar indenização por danos morais após espectadora ser retirada de apresentação em Fortaleza durante o Réveillon.

Por 2 min de leitura

Justiça condena cantor Gusttavo Lima e hotel após expulsão de mulher em show
Justiça condena cantor Gusttavo Lima e hotel após expulsão de mulher em show

A Justiça do Piauí condenou o cantor Gusttavo Lima e o Marina Park Hotel ao pagamento solidário de R$ 5 mil em indenização por danos morais a uma espectadora que foi expulsa de um show realizado na virada do ano de 2022 para 2023, em Fortaleza, no Ceará. A sentença foi proferida em 30 de setembro pelo juiz Carlos Marcello Sales Campos.

O episódio ocorreu durante a apresentação de Réveillon, quando o cantor interrompeu o espetáculo e acusou publicamente a arquiteta Virginia Carla Bandeira Torres Nogueira de jogar água e garrafas em direção ao palco. Utilizando o microfone, o artista ordenou a retirada da mulher do evento e ofereceu o reembolso do ingresso, momento que foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais.

Na ação judicial, a defesa da espectadora alegou que ela foi expulsa de maneira vexatória e sofreu intensos ataques virtuais, além de abalos psicológicos e morais. Inicialmente, foi pedido o valor de R$ 500 mil por danos morais e ressarcimentos materiais, mas o magistrado julgou a ação parcialmente procedente, rejeitando os pedidos materiais e fixando o valor da reparação em R$ 5 mil.

Segundo a decisão judicial, embora a equipe de segurança pudesse agir em caso de incidentes, a forma como a espectadora foi exposta publicamente pelo cantor ultrapassou os limites aceitáveis. O juiz destacou que a enorme projeção pública de Gusttavo Lima potencializou a repercussão do caso e a hostilização sofrida pela mulher.

Durante o processo, a defesa de Gusttavo Lima argumentou que a retirada foi uma medida estritamente necessária para garantir a segurança da apresentação, alegando culpa exclusiva da espectadora e inexistência de ato ilícito. Por sua vez, o Marina Park Hotel sustentou que detinha apenas legitimidade de ceder o espaço físico para a realização do evento.

Nos autos, a autora da ação também relatou incômodo com conotações políticas manifestadas durante o evento, tendo feito gestos em apoio ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva após críticas ao contexto político do show. Contudo, o foco central da condenação recaiu sobre o abuso na abordagem e na exposição pública da espectadora.

A defesa da autora considerou o valor estipulado pela Justiça excessivamente baixo diante dos danos causados e informou que pretende interpor recurso para tentar elevar a quantia da indenização. Até o momento da divulgação da sentença, a defesa de Gusttavo Lima não havia se manifestado publicamente sobre a decisão judicial.

Fontes consultadas

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