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Política

Lula e Janja chamam Flávio Bolsonaro de miliciano após votação

Presidente e primeira-dama criticaram severamente o adversário político durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Por 3 min de leitura

Lula e Janja chamam Flávio Bolsonaro de miliciano após votação
Lula e Janja chamam Flávio Bolsonaro de miliciano após votação

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (25 de outubro), foi marcado por duras críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja Lula da Silva contra o candidato adversário, o senador Flávio Bolsonaro. Ao comparecerem às urnas em locais distintos no estado de São Paulo, o casal presidencial proferiu fortes acusações associando o oponente a milícias e questionando sua conduta ética e moral ao longo da disputa.

O presidente Lula votou por volta das 9h20 na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Em conversa com jornalistas após a votação, o petista classificou o adversário como desqualificado e afirmou nunca ter imaginado disputar um pleito com alguém que chamou de miliciano. Além disso, Lula acusou o senador do PL de ter uma alta aptidão para a mentira e questionou a origem de seus recursos financeiros, mencionando a aquisição de um imóvel de alto valor e citando supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro e com o domínio de milícias no Rio de Janeiro.

Pouco depois, às 12h40, a primeira-dama Janja votou no Colégio Rainha da Paz, localizado no Alto de Pinheiros, na zona oeste paulista. Ao deixar o local de votação, ela declarou à imprensa que a escolha dos eleitores definia o futuro do país entre a democracia e o autoritarismo. Sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro, Janja afirmou ter certeza de que o povo brasileiro não entregaria a nação a um miliciano ou a alguém que, segundo ela, defende assassinos de crianças.

As declarações repercutiram intensamente nas plataformas digitais e nos canais de mobilização política. No aplicativo WhatsApp, grupos de apoio a ambas as campanhas intensificaram a circulação de conteúdos durante o dia de votação. O canal alinhado ao presidente, denominado Exército do Lula, passou de apelos por engajamento à euforia com a divulgação dos resultados favoráveis ao petista, enquanto o canal bolsonarista focou na fiscalização das urnas e em questionamentos sobre decisões da justiça eleitoral a respeito da prorrogação do horário de votação.

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva também foi comemorada por aliados políticos em diferentes regiões do país. O senador eleito pelo Pará, Helder Barbalho, celebrou o resultado ao lado da família e de lideranças partidárias em Belém, afirmando publicamente que milicianos não teriam espaço e destacando o desempenho eleitoral do presidente no estado norte.

Até o encerramento da votação e a apuração dos resultados, o senador Flávio Bolsonaro e sua equipe de campanha não haviam se manifestado especificamente sobre as acusações proferidas pelo atual chefe do Executivo e pela primeira-dama, mantendo o foco na fiscalização do pleito e na mobilização de sua base de eleitores e fiscais voluntários nas seções eleitorais.

Fontes consultadas

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