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Brasil

Médico morre em troca de tiros após ameaçar esposa em Catanduva

Luciano Lopes Pastor atirou contra policiais durante ocorrência de violência doméstica e acumulava arsenal em sua residência no interior paulista.

Por 3 min de leitura

Médico morre em troca de tiros após ameaçar esposa em Catanduva
Médico morre em troca de tiros após ameaçar esposa em Catanduva

Um médico cirurgião vascular de 52 anos morreu após trocar tiros com a Polícia Militar no último domingo (18), em Catanduva, no interior de São Paulo. A ocorrência teve início quando a esposa do suspeito acionou as autoridades para denunciar um caso de violência doméstica, afirmando ter sido ameaçada de morte pelo marido após um churrasco em que ele teria consumido bebida alcoólica.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais, a mulher conseguiu deixar a residência e permaneceu na área externa. No entanto, os filhos do casal e a namorada de um deles continuaram dentro do imóvel. Durante a ação, os jovens precisaram se abrigar no banheiro de um dos quartos para se protegerem da situação de risco.

Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local no bairro Jardim Aeroporto, visualizaram o médico armado no portão de entrada. Os agentes iniciaram os protocolos tradicionais de negociação e diálogo na tentativa de fazer com que ele se rendesse pacificamente. Contudo, conforme o boletim de ocorrência, o homem apontou a arma em direção aos policiais e efetuou disparos.

A equipe policial reagiu à investida e baleou o suspeito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas o óbito do homem foi constatado ainda no local. Os familiares que estavam abrigados no interior da casa foram retirados sem ferimentos e encaminhados aos cuidados de uma tia, enquanto a esposa foi levada a um hospital para atendimento médico.

Durante as diligências e a varredura realizada na residência, os policiais encontraram um vasto arsenal. O material apreendido inclui mais de oito armas de fogo, entre espingardas, pistolas e revólveres, além de seis armas brancas, centenas de munições intactas e deflagradas, um radiocomunicador e um sistema de monitoramento interno.

Os agentes também localizaram uma medalha contendo o símbolo da suástica nazista e um objeto que aparentava ser uma granada. O Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais foi acionado para verificar o artefato explosivo e concluiu, por meio de exames de raio-X, que se tratava de um simulacro decorativo de uma granada de mão alemã, sem nenhum tipo de carga explosiva.

O material bélico foi totalmente recolhido para passar por perícia técnica, uma vez que não havia documentação imediata para comprovar a regularidade de todos os itens. As armas utilizadas pelos quatro policiais que participaram do confronto também foram recolhidas para análise padrão.

O caso foi formalmente registrado na delegacia local como morte decorrente de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência. O médico atuava na área vascular e já havia exercido funções de liderança em organizações sociais de atendimento a dependentes químicos na região.

Fontes consultadas

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