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Economia

Mercado secundário de debêntures atinge R$ 560 bilhões

Volume negociado entre janeiro e julho de 2026 representa um avanço de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Por 3 min de leitura

Mercado secundário de debêntures atinge R$ 560 bilhões
Mercado secundário de debêntures atinge R$ 560 bilhões

O mercado secundário de debêntures alcançou a marca histórica de R$ 560 bilhões em negociações entre janeiro e julho de 2026, conforme levantamento divulgado pelo ANBIMA Data. O montante representa o maior volume registrado para o período desde pelo menos 2020 e traduz um crescimento de 16,6% sobre os R$ 480,1 bilhões movimentados na mesma faixa temporal do ano anterior.

A expansão observada no mercado secundário ocorre paralelamente ao incremento expressivo nas emissões de dívida no mercado de capitais verificado nos últimos anos. Entre 2021 e, em especial, nos anos de 2024 e 2025, a colocação de novos papéis em circulação injetou centenas de bilhões de reais na economia, ampliando substancialmente o estoque total de debêntures disponíveis para transações entre investidores.

Dados históricos apontam que o volume anual de ofertas quadruplicou na comparação entre 2020 e 2025, saltando de R$ 121,1 bilhões para R$ 493,4 bilhões. Como reflexo direto dessa dinâmica, o estoque de debêntures que ainda não venceram mais do que duplicou na mesma base temporal, atingindo a marca de R$ 1,4 trilhão em dezembro de 2025 e avançando para R$ 1,6 trilhão até julho de 2026.

Em paralelo ao avanço dos ativos, a base de investidores em crédito privado registrou ampliação e diversificação. A entrada de um maior número de participantes na compra e venda desses instrumentos financeiros impulsionou a liquidez e a frequência das operações, consolidando o mercado secundário como um ambiente de circulação mais robusta.

Erika Lacreta, gerente de Mercado de Capitais da instituição, destacou que o cenário atual é moldado por transformações simultâneas. Segundo a representante, o mercado de debêntures expandiu-se com o suporte das emissões, a base de investidores cresceu e o mercado secundário ganhou relevância, resultando em maior disponibilidade de ativos e circulação intensificada dos papéis.

Uma análise do indicador de giro, que compara o volume negociado com o estoque médio de debêntures, demonstra a consolidação dessa tendência. Entre janeiro e julho de 2020, as transações equivaliam a 17% do estoque médio, proporção que subiu para 37,4% no mesmo período de 2024 e se manteve estável em 36,1% nos primeiros sete meses de 2026.

No recorte por tipo de ativo, as debêntures corporativas responderam por 56% dos R$ 560 bilhões negociados no mercado secundário em 2026, enquanto as debêntures incentivadas representaram os 44% restantes. Apesar do volume superior das corporativas, as incentivadas exerceram papel de destaque na aceleração recente, respondendo por 60% dos cerca de R$ 80 bilhões adicionais movimentados no período em relação ao ano anterior e registrando maior índice de giro.

Fontes consultadas

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