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Esportes

Ministério Público pede prisão de vice-presidente do Corinthians

Armando Mendonça é réu no caso que investiga irregularidades com materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube.

Por 2 min de leitura

Ministério Público pede prisão de vice-presidente do Corinthians
Ministério Público pede prisão de vice-presidente do Corinthians

O Ministério Público de São Paulo pediu nesta sexta-feira a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. A solicitação foi apresentada pelo promotor Cássio Conserino à 25ª Vara Criminal de São Paulo, no âmbito das investigações do chamado caso Nike, que apura suspeitas de irregularidades na gestão de materiais esportivos fornecidos pela empresa ao clube paulista.

De acordo com a promotoria, o pedido de prisão foi motivado por uma possível tentativa de intimidação de testemunhas e interferência na produção de provas. O estopim para a medida foi a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do Corinthians, ocorrida às vésperas da audiência de instrução do processo, que está marcada para o dia 10 de novembro.

A investigação teve início após uma auditoria interna solicitada pela presidência e conduzida pelo setor de TI sob a responsabilidade de Munhoes. O levantamento identificou indícios de apropriação indevida de itens esportivos. A denúncia formal aponta que Armando Mendonça teria se apropriado de centenas de peças de vestuário e acessórios, além de tentar obter edições comemorativas, somando um prejuízo estimado em milhões de reais para a instituição.

Em junho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou o dirigente réu. Ele responde judicialmente por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo. A defesa de Mendonça argumenta que ele não possui poder estatutário para demitir diretores e sustenta que o desligamento de Munhoes ocorreu por motivações políticas, devido ao ingresso do ex-diretor em uma chapa de oposição para as eleições do clube.

O pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público ainda precisa ser analisado pela Justiça, cabendo aos magistrados avaliarem se estão presentes os requisitos legais para a sua decretação, o que não representa uma condenação automática.

Enquanto isso, a crise política e administrativa do clube se reflete também nas arquibancadas. Integrantes de torcidas organizadas realizaram protestos no Parque São Jorge para cobrar a saída do presidente Osmar Stabile, do próprio Armando Mendonça e do executivo de futebol Marcelo Paz, além de criticarem o desempenho do atacante Memphis Depay e a atuação do Conselho Deliberativo.

Fontes consultadas

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