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Ciência

NASA avança em projetos para estabelecer base permanente no polo sul da Lua

Agência espacial seleciona investigações científicas e planeja aquisições de foguetes para viabilizar presença humana de longo prazo no satélite natural.

Por 2 min de leitura

NASA avança em projetos para estabelecer base permanente no polo sul da Lua
NASA avança em projetos para estabelecer base permanente no polo sul da Lua

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) intensificou os preparativos para a construção de uma base permanente no polo sul da Lua, estimada em 30 bilhões de dólares. A estratégia envolve a busca por abrigos subterrâneos e recursos hídricos, além de planos para a aquisição em larga escala de veículos lançadores para transportar dezenas de toneladas de equipamentos até o final da década.

Para estruturar o guia de sobrevivência interplanetária, a agência espacial selecionou três novas investigações por meio do programa Payloads and Research Investigations on the Surface of the Moon (PRISM). O primeiro projeto, batizado de LEMS-SP, instalará uma estação autônoma para monitorar impactos de micrometeoroides, gases voláteis e atividades sísmicas na região sul lunar.

A segunda investigação, denominada GIMLI, examinará o Poço de Marius Hills com o objetivo de verificar se a abertura se conecta a extensos tubos de lava subterrâneos. Caso a existência desses túneis seja confirmada, eles poderão funcionar como abrigos naturais para os astronautas, oferecendo proteção contra variações térmicas extremas e radiação ionizante.

O terceiro eixo de estudo utilizará a Câmera de Imagem de Profundidade com Óptica Espectral e Colorida (DISCO) para mapear depósitos de água congelada preservados em microarmadilhas frias. Encontrar gelo acessível na superfície lunar é considerado fundamental para reduzir os custos logísticos e permitir a produção local de água, oxigênio e hidrogênio para futuras missões.

Em paralelo aos estudos científicos, a NASA prepara uma compra massiva de foguetes para garantir a capacidade de transporte necessária. Carlos García-Galán, gerente do programa de base lunar da agência, afirmou que a estratégia busca assegurar flexibilidade e alternativa diante da crescente demanda por lançamentos comerciais no setor espacial norte-americano.

O cronograma da agência prevê o envio de módulos de pouso e veículos de exploração (rovers) para identificar locais e recursos até 2028. A partir de 2029, a expectativa é transportar até 60 toneladas métricas de equipamentos por ano, incluindo sistemas de energia e estruturas habitáveis para consolidar a infraestrutura da base lunar.

A iniciativa da NASA ocorre em meio a uma disputa geopolítica mais ampla pela exploração do polo sul lunar, que também envolve projetos de reatores nucleares e missões planejadas por potências como Rússia e China. A experiência adquirida na Lua servirá, segundo a agência, como preparação fundamental para futuras viagens tripuladas rumo ao planeta Marte.

Fontes consultadas

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