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Saúde

Nigéria confirma primeiro caso de Ebola e monitora dezenas de contatos

Paciente infectada é uma mulher que viajou de Uganda para a capital Abuja, elevando o alerta sanitário no país africano.

Por 2 min de leitura

Nigéria confirma primeiro caso de Ebola e monitora dezenas de contatos
Nigéria confirma primeiro caso de Ebola e monitora dezenas de contatos

As autoridades da Nigéria confirmaram nesta terça-feira o primeiro caso de Ebola em seu território no atual surto da doença na África. A paciente é uma mulher que desembarcou em um voo internacional procedente de Uganda e buscou atendimento em um hospital particular localizado em Abuja, capital do país, onde permaneceu internada por vários dias até receber o diagnóstico positivo.

O ministro da Saúde da Nigéria, Muhammad Ali Pate, informou por meio de um comunicado oficial que a mulher está isolada e sob cuidados médicos. Diante da confirmação, o governo determinou que todas as unidades de saúde públicas e privadas do território nacional permaneçam em estado de alerta máximo para conter possíveis novas transmissões.

Como parte das ações de resposta rápida, equipes de saúde pública iniciaram o rastreamento rigoroso de pessoas que possam ter tido exposição ao vírus. Até o momento, 44 contatos próximos foram identificados pelas autoridades sanitárias locais, incluindo profissionais que atuam na área médica, pacientes, cuidadores e indivíduos que interagiram com a passageira durante a viagem.

A chegada da doença à Nigéria ocorre em um cenário de expansão de um surto de febre hemorrágica viral que teve início na República Democrática do Congo no mês de maio. Naquele país, a epidemia já é considerada a mais letal da história local, acumulando mais de nove mil casos confirmados e 4.381 mortes registradas pelas autoridades da África Central.

Além da Nigéria e da República Democrática do Congo, o surto também atingiu o Quênia, que contabiliza nove casos e uma morte desde o início de outubro. A vítima fatal no território queniano era um cidadão que residia em território congolês e acabou transmitindo o vírus para outras oito pessoas.

A disseminação internacional do vírus tem gerado forte preocupação entre especialistas em saúde pública e governos da região. As estratégias adotadas para barrar o avanço da epidemia concentram-se no isolamento imediato de casos suspeitos e confirmados, além do mapeamento minucioso de redes de contato para evitar que o patógeno se espalhe ainda mais.

Fontes consultadas

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