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Brasil

Operações combatem fraudes bilionárias contra o INSS em Minas Gerais e Sergipe

Esquemas criminosos utilizavam dublês biométricos e atestados falsos para desviar recursos de benefícios assistenciais e previdenciários.

Por 2 min de leitura

Operações combatem fraudes bilionárias contra o INSS em Minas Gerais e Sergipe
Operações combatem fraudes bilionárias contra o INSS em Minas Gerais e Sergipe

A Polícia Federal e o Ministério da Previdência Social deflagraram operações conjuntas para desarticular esquemas de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As ações, que integram a Força-Tarefa Previdenciária, focaram em irregularidades na obtenção e na manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em Minas Gerais e em Sergipe.

Em Minas Gerais, a Operação Leste do Espinhaço revelou um esquema que utilizava identidades falsas e certidões tardias para burlar os sistemas de controle do INSS. Segundo as investigações do Ministério Público Federal, o grupo criminoso criava beneficiários inexistentes e recorria a chamados dublês biométricos — idosos que emprestavam rostos e impressões digitais para se passar por vários requerentes em diferentes cidades mineiras.

A Justiça Federal determinou a prisão preventiva de 19 réus, além da imposição de medidas cautelares a outros envolvidos. O prejuízo estimado aos cofres públicos no caso mineiro é de R$ 86 milhões, com a identificação de centenas de aposentadorias fraudulentas, enquanto a Previdência Social calcula uma economia superior a R$ 35 milhões após a interrupção das fraudes.

Paralelamente, em Sergipe, a Força-Tarefa deflagrou a Operação Atestado Viciado II para combater o uso de atestados médicos falsos na concessão indevida de benefícios assistenciais. As apurações indicam a participação de intermediários que agendavam perícias e utilizavam documentação falsificada atribuída a profissionais de medicina regularmente inscritos em conselhos regionais.

O prejuízo apurado no estado nordestino ultrapassa R$ 650 mil, com uma projeção de economia aos cofres públicos superior a R$ 15 milhões em valores futuros que deixarão de ser pagos indevidamente. As investigações contaram com a análise da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social para rastrear os indícios de fraudes organizadas contra o sistema previdenciário brasileiro.

A atuação da Força-Tarefa Previdenciária ocorre em um contexto de maior rigor nos mecanismos de fiscalização do INSS. O órgão federal tem implementado a exigência de cadastro biométrico por meio de documentos oficiais para novos requerimentos de benefícios previdenciários e assistenciais, além de intensificar o cruzamento de bases de dados governamentais para identificar inconsistências cadastrais e coibir desvios.

Fontes consultadas

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