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Ciência

Ovo extinto de moá gigante é adquirido e repatriado para a Nova Zelândia

O cineasta Peter Jackson uniu-se à Colossal Biosciences para recuperar um dos ovos mais bem preservados da espécie extinta e doá-lo a um historiador tribal.

Por 2 min de leitura

Ovo extinto de moá gigante é adquirido e repatriado para a Nova Zelândia
Ovo extinto de moá gigante é adquirido e repatriado para a Nova Zelândia

Um exemplar extremamente raro de ovo de moá gigante, que permaneceu guardado em uma coleção privada nos Estados Unidos por mais de 60 anos, foi recentemente adquirido e será repatriado para a Nova Zelândia. A iniciativa foi realizada pelo renomado cineasta Peter Jackson em parceria com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences, após o item raro surgir em uma lista de leilão.

A relíquia é considerada um dos cinco melhores exemplos de oologia de moá preservados em todo o mundo. Estima-se que existam menos de 40 ovos confirmados da espécie no planeta, sendo que apenas oito mantêm cerca de 90% ou mais de suas cascas intactas. Com a aquisição e o processo de restauração especializada, o número de ovos quase inteiros conhecidos deve subir para nove.

O moá gigante era uma ave incapaz de voar que dominou as ilhas da Nova Zelândia por dezenas de milhares de anos até ser extinta por volta de 1400 d.C. As aves podiam atingir uma média de 3,6 metros de altura, superando os seres humanos em tamanho. A extinção da espécie ocorreu ao longo dos séculos devido à caça humana e à redução de seus habitats naturais com a derrubada de florestas.

Em declaração oficial, Peter Jackson destacou a importância cultural e afetiva da ave para o povo neozelandês. O diretor relatou que cresceu conhecendo a história do animal e que a perda da espécie ainda ressoa na identidade local. Segundo o cineasta, ao saberem que o exemplar seria vendido fora do país, a equipe buscou a ajuda da Colossal Biosciences para resgatá-lo e transportá-lo com segurança de volta à sua terra natal.

Após passar por restauração especializada, o ovo será doado formalmente ao professor Te Maire Tau, historiador, líder acadêmico e tribal maori. Ben Lamm, diretor-executivo e cofundador da Colossal, enfatizou que a liderança indígena tem guiado a ciência e todas as decisões relacionadas ao programa de resgate genético e histórico da espécie.

A repatriação do artefato reforça o compromisso de devolver à Nova Zelândia restos mortais, ossos e itens culturais reconhecíveis de sua fauna extinta. Para os envolvidos no projeto, o ovo agora retorna ao seu lar de direito, onde poderá ser preservado sob os cuidados das comunidades cujos ancestrais conviveram com essas aves extraordinárias.

Fontes consultadas

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