Paralisação de ônibus da Transwolff afeta Zona Sul de SP
Motoristas cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (19) para cobrar direitos trabalhistas, gerando impactos no transporte público da capital.
Uma paralisação de motoristas de ônibus da antiga empresa Transwolff afetou dezenas de linhas de transporte na Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira (19). O movimento, concentrado nas garagens que atendem regiões como o Grajaú e Parelheiros, pegou passageiros de surpresa e gerou transtornos significativos no trânsito e na rotina de quem depende do sistema público.
A extensão dos impactos variou conforme os dados divulgados pelas autoridades locais. Enquanto a Prefeitura de São Paulo informou que 267 mil passageiros foram prejudicados e que 34 linhas ficaram paralisadas, fontes ligadas ao setor e reportagens locais apontaram que o número de linhas afetadas chegou a 67. Para mitigar os transtornos, a administração municipal acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e solicitou reforço policial nas garagens.
Os trabalhadores protestaram contra a falta de esclarecimentos e a suposta irregularidade nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, a categoria cobrou melhorias em benefícios como o vale-alimentação e questões relativas à assistência médica e condições de trabalho.
Em nota oficial, a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans repudiaram o ato, classificando-o como ilegal. A gestão municipal argumentou que a paralisação ocorreu sem o cumprimento do aviso prévio obrigatório de 72 horas exigido por lei para serviços essenciais, como o transporte coletivo. A administração também pediu que o sindicato da categoria adotasse canais legítimos de negociação.
A SPTrans garantiu que todos os salários e benefícios sob sua responsabilidade estão rigorosamente em dia. Segundo a empresa pública, os valores referentes ao INSS e ao FGTS estão sendo depositados integralmente em juízo, aguardando definições do Poder Judiciário. Sobre o plano de saúde, a autarquia explicou que um processo licitatório está em andamento para a contratação de um novo fornecedor, e que os colaboradores recebem atualmente uma compensação financeira prevista em acordo coletivo.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) informou que não recebeu comunicação prévia oficial a respeito da paralisação dos funcionários da antiga concessionária, reforçando a importância do diálogo para a solução de conflitos trabalhistas.
A operação dos ônibus na região passa por mudanças estruturais profundas desde que a Prefeitura decretou a caducidade do contrato com a Transwolff em dezembro de 2025, após investigações do Ministério Público e da polícia sobre suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo. Desde então, a SPTrans assumiu a administração direta dos lotes afetados, enquanto a prefeitura iniciou processos para a remoção da identidade visual antiga dos veículos.
Fontes consultadas
- Greve de ônibus atinge linhas em São Paulo - viatrolebus.com.br
- Greve de ônibus na Zona Sul de SP afeta 267 mil passageiros nesta segunda-feira infomoney.com.br
- Motoristas de ônibus fazem greve e mais de 200 mil passageiros são afetados em SP terra.com.br
- Greve de motoristas de ônibus afeta mais de 200 mil passageiros em SP | CNN Brasil cnnbrasil.com.br
- Greve de motoristas da antiga Transwolff afeta 67 linhas de ônibus e prejudica 267 mil passageiros em São Paulo nesta segunda-feira (19) ndmais.com.br