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Saúde

Paraná amplia rastreio nutricional e supera meta de aleitamento materno

Estado registra avanço na cobertura de avaliação nutricional e ultrapassa o índice global estabelecido pela OMS.

Por 3 min de leitura

Paraná amplia rastreio nutricional e supera meta de aleitamento materno
Paraná amplia rastreio nutricional e supera meta de aleitamento materno

O monitoramento do estado nutricional e do consumo alimentar da população paranaense pelo Sistema Único de Saúde registrou um avanço expressivo na última década, de acordo com dados consolidados pela Secretaria da Saúde do Paraná. A taxa de cobertura da avaliação com dados antropométricos na Atenção Primária à Saúde saltou quase cinco vezes entre 2012 e 2025, passando de 7,60% para 39,16% da população-alvo, o equivalente a mais de 4,13 milhões de pessoas avaliadas.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a importância da capilaridade alcançada pelo sistema. Segundo ele, atingir essa marca prova a força da atenção primária e permite deixar de atuar no escuro, desenhando políticas públicas mais precisas para cada município paranaense.

Como reflexo desse rastreio robusto voltado para a saúde materno-infantil, o Paraná superou a meta global de Aleitamento Materno Exclusivo estabelecida pela Organização Mundial da Saúde para 2025, que era de 50%, atingindo o índice de 57% de bebês exclusivamente amamentados até os seis meses.

O monitoramento também captou recuos históricos importantes, como a queda da desnutrição infantil para 3,25% na faixa de 6 a 24 meses e a redução da obesidade entre bebês menores de seis meses, que passou de um pico de 6,06% em 2014 para 1,86% em 2025. A desnutrição entre gestantes apresentou retração significativa, passando de 17,53% em 2012 para 9,86%.

Em contrapartida, os dados históricos acendem um alerta para o avanço do excesso de peso ao longo dos ciclos da vida. Na fase escolar, o excesso de peso está presente em mais de 34% dos alunos. Entre os adolescentes, a taxa de obesidade saltou de 8,12% em 2012 para 17,35% em 2025, enquanto na idade adulta a condição atinge 72,45% das pessoas acompanhadas pela rede pública.

O cruzamento das informações com o mapeamento de consumo alimentar revelou que, embora a base cultural com feijão, frutas e hortaliças permaneça forte, há um alto consumo de alimentos ultraprocessados em todas as faixas etárias. Cerca de 80% das crianças a partir de dois anos, adolescentes e adultos consomem produtos como biscoitos recheados, embutidos e macarrão instantâneo.

A chefe da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da pasta, Cristina Klobukoski, alertou que uma introdução inadequada de alimentos ultraprocessados a partir dos seis meses influencia negativamente o paladar infantil e contribui para a aceleração do excesso de peso nas fases seguintes, reforçando a urgência de orientações seguras pelas equipes de saúde.

Fontes consultadas

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