Pular para o conteúdo
Mundo

Parlamento da Groenlândia aprova acordo de segurança com EUA e Dinamarca

Texto ratificado por parlamentares locais amplia a presença militar americana no Ártico após meses de atritos diplomáticos.

Por 2 min de leitura

Parlamento da Groenlândia aprova acordo de segurança com EUA e Dinamarca
Parlamento da Groenlândia aprova acordo de segurança com EUA e Dinamarca

O Parlamento da Groenlândia aprovou nesta terça-feira (3) um acordo de segurança com os Estados Unidos e a Dinamarca para reforçar a defesa no Ártico e no Atlântico Norte. O texto recebeu 16 votos favoráveis, nenhum contrário e sete abstenções, abrindo caminho para a instalação de novas bases militares americanas no território estratégico, que permanece sob soberania dinamarquesa.

A votação ocorreu após meses de tensões diplomáticas motivadas pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou reiteradamente o interesse em assumir o controle da ilha. O republicano argumentava que a região é indispensável para a segurança nacional americana e para conter a influência de potências rivais como Rússia e China.

O documento trilateral foi assinado em setembro, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Participaram da solenidade o presidente Donald Trump, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen.

O pacto permite a expansão das atividades militares dos Estados Unidos e a construção de novas instalações de defesa na ilha, além da implantação de um sistema de defesa antimísseis. O tratado também estabelece que as medidas de cooperação militar continuarão vigentes mesmo se a Groenlândia optar pela independência no futuro.

Durante os debates em Nuuk, o ministro das Relações Exteriores da Groenlândia, Mute Egede, defendeu a ratificação do documento perante os parlamentares. "Precisamos aceitar que a paz e a estabilidade não são mais algo que podemos considerar garantido", afirmou o ministro antes da votação.

Apesar da aprovação pelo Legislativo groenlandês, o texto enfrentou resistência de setores da oposição. O partido Naleraq, principal força política favorável à independência, questionou os ganhos financeiros do tratado. O presidente da legenda, Pele Broberg, declarou que o grupo buscava um acordo melhor e que o pacto atual não trouxe vantagens econômicas para a população.

Para entrar em vigor, o acordo executivo ainda precisa passar por etapas legislativas no Reino da Dinamarca. O Parlamento dinamarquês agendou as leituras e a votação do projeto de lei para o mês de novembro, sem a necessidade de ratificação prévia pelo Senado dos Estados Unidos.

Fontes consultadas

Leia também