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Economia

Pesquisa revela que 92% temem insuficiência do INSS, mas 62% não têm previdência

Levantamento nacional aponta que, apesar da desconfiança em relação à aposentadoria pública, grande parte dos brasileiros ainda não possui planejamento financeiro complementar.

Por 3 min de leitura

Pesquisa revela que 92% temem insuficiência do INSS, mas 62% não têm previdência
Pesquisa revela que 92% temem insuficiência do INSS, mas 62% não têm previdência

Nove em cada dez brasileiros, o equivalente a 92%, desconfiam que a aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não será suficiente para manter o padrão de vida após o encerramento da vida profissional. Apesar da ampla preocupação com o futuro financeiro, 62% dos entrevistados admitem não possuir previdência privada, conforme revela uma pesquisa realizada em maio por uma seguradora em parceria com uma agência de dados.

O levantamento ouviu 500 pessoas de todas as regiões brasileiras pela internet. Por abranger um público conectado, os resultados refletem o comportamento desse grupo específico e não a totalidade da população. Especialistas apontam que a previdência pública é essencial, mas ressaltam a necessidade de construir uma estratégia individual de longo prazo com antecedência para garantir maior segurança na velhice.

No que diz respeito ao planejamento dos valores necessários, 58% dos participantes possuem apenas uma noção aproximada da quantia exigida para suprir as despesas mensais no futuro. Outros 28% conseguem estimar o montante com precisão, enquanto 14% admitem desconhecer o cálculo. Entre os principais receios citados estão a falta de recursos para emergências, a escassez de renda para custos cotidianos e o esgotamento das economias antes do fim da vida.

O acesso aos planos complementares varia conforme a faixa de renda familiar. Entre os lares que recebem mais de R$ 28 mil mensais, 71% contam com previdência privada, proporção que diminui expressivamente nas classes de menor rendimento. Além disso, o cenário acende alertas para perfis específicos: na faixa etária entre 45 e 60 anos, apenas 18% possuem uma reserva significativa, e entre as mulheres, 29% ainda não iniciaram a preparação financeira, o dobro do percentual registrado entre os homens.

Especialistas em investimentos e previdência explicam que a escolha por ferramentas complementares depende do perfil de cada trabalhador. O modelo PGBL é indicado para quem declara imposto de renda pelo formulário completo, permitindo o abatimento de até 12% da renda bruta anual. Já o VGBL é mais recomendado para quem não pode utilizar esse benefício fiscal ou atua como autônomo, incidindo tributos apenas sobre os rendimentos e não sobre o valor total acumulado.

Outro ponto central discutido por profissionais da área é a importância de evitar erros comuns na preparação para a aposentadoria, como adiar o início das reservas, contar apenas com sobras do orçamento ou utilizar os recursos de previdência como fundo de emergência. A recomendação é separar um percentual fixo da renda mensal assim que possível, utilizando o tempo a favor do acúmulo de patrimônio e acompanhando a inflação ao longo dos anos para evitar a perda de poder de compra.

Fontes consultadas

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