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Política

Pizzaria na Paraíba é notificada após recusar clientes de esquerda

Estabelecimento comercial em João Pessoa publicou mensagem restritiva no dia do aniversário do presidente Lula, mas retirou o conteúdo após intervenção do Ministério Público.

Por 2 min de leitura

Pizzaria na Paraíba é notificada após recusar clientes de esquerda
Pizzaria na Paraíba é notificada após recusar clientes de esquerda

Uma pizzaria situada no bairro do Bessa, em João Pessoa, foi formalmente notificada pelo Ministério Público após publicar um comunicado nas redes sociais afirmando que eleitores de esquerda e apoiadores do presidente Lula não eram bem-vindos no estabelecimento. A manifestação ocorreu nesta terça-feira, coincidindo com o dia do aniversário do petista e dois dias após a confirmação de sua reeleição no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Na postagem original, que utilizava a identidade visual da empresa, o comércio declarou que, embora não pudesse impedir o acesso fisicamente, não fazia nenhuma questão de receber o público identificado com o espectro político de esquerda, exigindo compreensão e respeito à decisão. A publicação associou explicitamente a preferência partidária dos consumidores à prestação do serviço.

O episódio ganhou repercussão em um momento de forte expressão eleitoral de Lula no estado da Paraíba. No pleito de 2026, o candidato obteve 1.794.059 votos válidos na unidade federativa, o equivalente a 67,46%, enquanto na capital paraibana superou a marca de 53,83% dos votos válidos, totalizando 266.096 sufrágios.

Diante da repercussão gerada pela postagem com restrições ideológicas, o estabelecimento optou por excluir o conteúdo de suas plataformas digitais. Em substituição à mensagem anterior, a pizzaria publicou um novo aviso informando aos clientes que havia recebido uma notificação oficial do Ministério Público para retirar imediatamente a restrição do ar.

A legislação brasileira estabelece que estabelecimentos comerciais abertos ao público não podem discriminar clientes com base em convicções políticas, filosóficas ou ideológicas, sob pena de sanções administrativas e responsabilização civil. O caso agora segue sob acompanhamento dos órgãos competentes para apurar eventuais infrações aos direitos do consumidor e à ordem jurídica vigente.

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