PL anuncia neutralidade no segundo turno do Rio Grande do Norte
Partido liderado por Rogério Marinho não apoiará oficialmente nenhum candidato na disputa estadual após impasse nas negociações com Allyson Bezerra.
O Partido Liberal (PL) confirmou nesta sexta-feira (9), em Natal, que adotará uma postura de neutralidade oficial no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada pelo presidente estadual da legenda, senador Rogério Marinho, durante entrevista coletiva com lideranças políticas locais.
De acordo com Marinho, o grupo político avaliou a possibilidade de apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa contra Cadu de Lula (PT). No entanto, o acordo foi condicionado a um compromisso público de Allyson com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), exigência que foi recusada pelo candidato do União Brasil.
Allyson optou por manter a neutralidade na esfera nacional, argumentando que precisará manter uma relação institucional com o governo federal independentemente de quem vencer a Presidência da República. Diante disso, o PL decidiu não endossar formalmente a candidatura, embora tenha liberado seus integrantes para apoiarem o postulante de forma individual.
A direção estadual do partido descartou qualquer aproximação com Cadu de Lula, cujas gestões estaduais e diretrizes foram criticadas pelo comando da legenda. Segundo Rogério Marinho, a preferência inicial do grupo para o pleito estadual era o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que terminou a primeira etapa na terceira colocação.
A decisão gerou movimentações nos bastidores políticos do estado, com prefeitos e lideranças que integravam a base de Álvaro Dias dividindo-se entre diferentes palanques. Enquanto alguns aliados históricos declararam apoio a Cadu de Lula, outros decidiram caminhar ao lado de Allyson Bezerra no segundo turno.
Enquanto isso, a disputa municipal e os reflexos do pleito continuam agitando o cenário político potiguar. A votação definitiva para o governo estadual ocorrerá em 25 de outubro, com os dois principais candidatos tecnicamente emparelhados na preferência do eleitorado após o encerramento do primeiro turno.